Vida e obra de anton makarenko

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MAL NECESSÁRIO: CRECHES NO DEPARTAMENTO NACIONAL DA CRIANÇA (1940-1970).
Ate o final dos anos 60, a creche era vista como um mal. Foi a partir de 1940 que o Estado brasileiro começou a se equipar para a proposição e execução de ações de cunho social, assumindo funções na área de saúde, educação, previdência e assistência.
As instituições que cuidaram do problema foram o DepartamentoNacional da Criança – DNCr, do Ministério da Educação e Saúde, e a Legião Brasileira de Assistência - LBA, órgão de colaboração do governo. O Departamento Nacional da Criança foi uma instituição de múltiplos objetivos e finalidades, que centralizou, durante 30 anos, a política de assistência a mãe e a criança no Brasil.


Foi na DNCr que se observou a preocupação em determinar o adequadofuncionamento dessas creches, através da fiscalização e de publicações que abarcavam itens sobre a organização dos serviços e seus objetivos.

O DNCr procuravam evitar que as creches se transformassem em mas um foco de doença causando morte em crianças pequenas.

A creche foi muita, mas alvo/objeto de proposta de higienistas do que de educadores. Embora considerado um mal, as creches eramvistas como indispensáveis.



A creche nesse período foi útil instrumento de socorro ás mulheres era um recurso ligado á pobreza e as mulheres forçada a trabalhar.

A creche era proposta como dispositivo para disciplinar mãe e educar crianças.

Para alguns, a creche era vista como um mal porque impedia o aleitamento materno, promovendo o afastamento da mãe e produzindocarências afetivas, facilitava o raquitismo e distúrbios digestivos,além de funcionar em prédios mal instalados e adaptados . Outros alegavam que a causa do afastamento não devia ser buscada na existência, mas na própria necessidade da mãe trabalhar.






O conceito negativo, mal necessário, passa a ceder lugar a um conceito mais positivo de atendimento, onde se busca, junto áscrianças, compensar carências de todos os matizes e oportunizar o trabalho de mulheres. A creche não poderia continuar sendo vista como produtora de carência, mas, sim, como compensadora de faltas.



O DNCr E SUA ATUAÇÂO MÈDICO-HIGIÊNICA

O DNCr ( Departamento Nacional da Criança ) foi criado para ser o “supremo órgão de coordenação de todas as atividades relativas á proteção áinfância, á maternidade e á adolescência”.

O DNCr criou um clube de mães, as proposta e medidas do tinha como foco central a luta contra a mortalidade infantil e a educação das mães e responsáveis pelas instituições de cuidado á criança pequena nos preceitos da puericultura.



MORTALIDADE INFANTIL?... INCOMPETÊNCIA DAS MÃES

O problema da mortalidade infantil, a que se atribuíacomo causa a má educação das mães para cuidar dos filhos, e a necessidade de constituir uma nação forte e sadia, cuja base fundamental era a família nuclear, levavam aqueles governos europeus a investir na assistência á maternidade e á infância, propondo medidas sanitárias, assistenciais e educativas.

PRÁTICAS CONCERVADORAS, IDÉIA PRECONCEITUOSAS
Os serviços destinados á criança e á mulher noBrasil, estava sob influência do ideário da puericultura, integrando-se ao eixo da higienização da sociedade.

Costa advogava que as gestantes precisavam ser instruídas, ter noções precisas de higiene da gravidez, saber o que não podem e não devem fazer ser esclarecidas sobre todos os pontos relativos ao seu estado, devem aprender a amamentar os filhos, preparar a alimentação, preparar oenxoval, e em todas as coisas que interessam a criança.



Nesse contexto, as creches serão socialmente vistas como um mal necessário, mal, porque sintoma de desajustamento moral ou econômico, sintoma de uma sociedade mal organizada, onde a mulher precisa abandonar a educação dos filhos para ajudar no sustento da família, sintoma do desamparo ás famílias numerosa. Necessário, “porque...
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