Viagem e literatura: o olhar de antonio senatore sobre os índios xavante e carajá.

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Universidade do Estado de Mato Grosso
Instituto de Linguagem
Campus Universitário de Cáceres “Jane Vanini”
Departamento de Letras.

VIAGEM E LITERATURA: O olhar de Antonio Senatore sobre os índios Xavante e Carajá.

Jairo José Rodrigues

Projeto de Pesquisa, apresentado como requisito do TCC do Curso de Letras, da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Disciplina ministradapela Profa Ms Maribel Chagas de Ávila, sob a Orientação da Prof.ª Dr. OLGA MARIA CASTRILLON MENDES.

Cáceres-MT
2011

1. TEMA

Viagem e literatura: O OLHAR DE antonio senatore SOBRE OS ÍNDIOS xavante E carajá.

2. PROBLEMA DA PESQUISA.

Há centenas de anos, muitos estrangeiros atravessaram o Brasil e outros países da América Latina, em busca do conhecimento das terras e dos povos donovo mundo. Durante o percurso de suas explorações por um terreno até então desconhecido, esses estrangeiros deixaram rastros que possibilitam obter e fazer uma compreensão daquilo que viam e sentiam ao se depararem com o exótico e o diferente. Rastros esses que foram deixados através de mapas, cartas e principalmente por relatos escritos em diários de viagens no decorrer do curso de suasexpedições. Nesta perspectiva, Estação, em sua obra, O Brasil não é longe daqui: o narrador, a viagem, a pesquisadora Flora Süssekind também menciona o “impulso classificatório” que movia estes viajantes naturalistas, que a tudo queriam coletar e tudo queriam apreender. E deste objetivo de tudo quererem registrar surgiam nos relatos da corrente científica as descrições exaustivas a respeito das quaisSüssekind comenta:

Como se, não bastando o simples registro de uma vista, fosse necessário delinear com nitidez ainda alguma árvore, espécie vegetal de pequeno porte, algum homem em atividade característica ou apenas passando. Como se uma prancha devesse cumprir papel de várias. Como se numa estampa se devesse dar conta de uma multiplicidade de espécies existentes ou atividades possíveis naquele exatolocal. (Süssekind 1990: Pag. 118)

Süssekind também caracteriza este viajante cientista como um observador atento que necessita sempre de novos objetos para observar. Este cientista possuía um “olhar armado”, que estava sempre atento a todos os detalhes que pudessem ser descritos para uso da ciência:

Daí as expedições. E cada vez a regiões mais longínquas, que, mesmo sob as condições maisadversas ou entediantes, são observadas atentamente. Mas sempre como objetos de estudo, não de estímulo à auto-reflexão ou ao êxtase. (Süssekind 1990: Pag. 109)

3. INTRODUÇÃO

Há centenas de anos, muitos estrangeiros atravessaram o Brasil e outros países da América Latina, em busca do conhecimento das terras e dos povos do novo mundo. Durante o percurso de suas explorações por um terreno atéentão desconhecido, esses estrangeiros deixaram rastros que possibilitam obter e fazer uma compreensão daquilo que viam e sentiam ao se depararem com o exótico e o diferente. Rastros esses que foram deixados através de mapas, cartas e principalmente por relatos escritos em diários de viagens no decorrer do curso de suas expedições.
Segundo a historiadora Miriam Moreira Leite, os relatos de viagenssão uma das formas mais antigas de literatura e deram origem a reflexões sobre as diferenças existentes nas sociedades humanas, sendo algo intermediário entre o documento pessoal (diário íntimo e correspondência) e o relatório oficial (memória descritiva com objetivos políticos, econômicos e educacionais). Para se ter uma idéia da extensão desta literatura, ainda de acordo com a autora,verifica-se que ela aparece “em livros muito extensos (com cinco ou mais volumes), em livros curtos (de cem ou duzentas páginas), em artigos de revistas e em manuscritos”2 e ainda “sob a forma de literatura para adultos e crianças, romance de aventuras, literatura fantástica ou romance epistolar, havendo na segunda metade do século XIX, reportagens jornalísticas e guias turísticos.”3
Esses documentos...
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