Um breve olhar sobre o autismo: refletindo sobre a prática pedagógica

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO- UFRPE
UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS- UAG
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA II
DOCENTE: MARCELO MACHADO MARTINS

UM BREVE OLHAR SOBRE O AUTISMO: REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA


Mylena Carla Almeida Tenório










GARANHUNS-PE
2013
UM BREVE OLHAR SOBRE OAUTISMO: REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA

O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, isto é, algo que faz parte da constituição do indivíduo e afeta a sua evolução. Manifesta-se antes dos três anos e persiste durante a vida adulta, com mais frequência em meninos. Inicialmente, pode ser definido como um complexo distúrbio de desenvolvimento que envolve dificuldades de interaçãosocial, linguagem, plano emocional, plano motor e as áreas de habilidades sensoriais.
Com isso, percebe-se que, a criança autista tem dificuldade em se relacionar com outros indivíduos, mantém-se distante, evita o contato visual e demonstra falta de interesse pelas pessoas, incluindo dificuldade de comunicação que afeta a compreensão e a expressão, o gestual e a linguagem falada, na qual metadedos autistas não consegue desenvolver uma fala compreensível e a outra metade mantém atrasos nessa área.
Consequentemente, a educação de crianças autistas torna-se um desafio, tanto para educadores quanto para toda a comunidade escolar, que precisarão conhecer cada indivíduo como único e de forma individualizada, pois cada um tem sua especificidade e dificuldade, ressaltando que uma criançaautista pode ser mais inteligente que uma criança típica, entendendo que seus tracinhos e pontinhos representam uma linguagem ainda não verbalizada e que seu desenvolvimento cognitivo pode ultrapassar os seus próprios limites de integração social. Assim, cabe a escola e ao educador uma especialização e um estudo aprofundado de cada aluno para melhor entender como se dará seu processo de aprendizagem ecomo adaptá-lo no contexto escolar.
De acordo com Bereohff (1991), para educar uma criança autista, é preciso levar em consideração a falta de interação com o grupo, comunicação precária, dificuldades na fala e a mudança de comportamento que apresentam essas crianças.

“Educar uma criança autista é uma experiência que leva o professor a rever e questionar suas ideias sobre desenvolvimento,educação normalidade e competência profissional. Torna-se um desafio descrever um impacto dos primeiros contatos entre este professor e estas crianças tão desconhecidas e na maioria das vezes imprevisíveis”. (BEREOHFF, 1991, p. 39)

No autismo a criança tem dificuldade em se misturar com outras crianças, por isso, deve-se fazer com que a criança se interesse pelo mundo, crie vínculos afetivos,construa círculos de comunicação, tenha contato físico com os colegas e aceitem o outro do seu lado. Assim, a participação do outro no desenvolvimento da pessoa com autismo é fundamental e sua educação parte da necessidade de termos a sensibilidade para observar as minúcias e indícios de seus comportamentos, proporcionando interações ampliadas com os outros.
Em relação às suas atividades e interesses,os autistas são resistentes a mudanças e mantêm rotinas, costumando preocupar-se excessivamente com temas restritos, como horários fixos de determinadas atividades ou compromissos. Com isso, a rotina diária é muito importante na educação do autista, a qual não deve ser alterada, qualquer mudança pode refletir no comportamento da criança. Portanto, sabendo que o autista não se adapta ao mundoexterno, é preciso que na escola ele tenha uma rotina estruturada, que faça com que ele se sinta no espaço e tempo, e o professor também deve fazer parte dessa rotina, compreendendo que a mesma não é uma restrição a sua criatividade. Assim, é fundamental o educador não fugir a rotina do aluno, pois é indispensável para a educação do autista. Isto se faz necessário, conforme a afirmação de WEIHS...
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