Tratamento tromboembolismo venoso

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Simpósio: HEMOSTASIA E TROMBOSE
Capítulo V

Medicina, Ribeirão Preto,
34: 269-275, jul./dez. 2001

TRATAMENTO DO TROMBOEMBOLISMO VENOSO
TREATMENT OF VENOUS THROMBOEMBOLISM

Edgar Gil Rizzatti1 & Rendrik F. Franco2
1
Médico Assistente da Divisão de Hematologia, HC-FMRP-USP. 2 Professor Livre-Docente de Hematologia e Hemoterapia. Coordenador do Serviço de Investigação em Hemofilia eTrombofilia, Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto. Coordenador do Laboratório de
Hemostasia, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
CORRESPONDÊNCIA: FUNDHERP, Rua Tenente Catão Roxo, 2501 – 14051-140, Ribeirão Preto, SP. E-mail: rendri@hotmail.com

RIZZATTI EG & FRANCO RF.
34: 269-275, jul./dez. 2001.

Tratamento do tromboembolismo venoso. Medicina, Ribeirão Preto,

RESUMO: A trombose venosa profunda (TVP) é definida como um episódio de trombose,
envolvendo as veias profundas dos membros inferiores. A TVP é freqüentemente acompanhada
por embolia pulmonar (EP). Tromboembolismo venoso (TEV) é o termo empregado para designar ambas as eventualidades indistintamente. No presente artigo, oferecemos uma breve revisão dos conceitosatualmente preconizados para o tratamento do TEV. São abordados aspectos
relativos à utilização da heparina não fracionada, aos novos esquemas terapêuticos com as
heparinas de baixo peso molecular e à transição para o tratamento clássico com anticoagulantes
orais a longo prazo. Adicionalmente, são discutidas condutas em situações clínicas especiais,
além de medidas terapêuticas que se mostrarameficazes no tratamento de pacientes com TEV.
UNITERMOS: Trombose Venosa. Embolia Pulmonar; tratamento. Heparina. Anticoagulantes.

1. INTRODUÇÃO
A trombose venosa profunda (TVP), em sua
forma mais comumente diagnosticada, pode ser definida como um episódio de trombose, envolvendo as
veias profundas dos membros inferiores. É dividida
em duas categorias prognósticas bem distintas: trombosevenosa da perna, na qual o trombo fica confinado nas veias profundas da perna; e trombose venosa
proximal, na qual o trombo envolve as veias poplíteas,
femurais ou ilíacas, implicando, obviamente, num pior
prognóstico.
A TVP é freqüentemente acompanhada por
embolia pulmonar (EP) sintomática ou assintomática, podendo ser diagnosticada na maioria dos casos
de TVP quando os pacientes sãoadequadamente
estudados. Com efeito, mais de 90% dos casos de
EP originam-se de um trombo nas veias profundas

dos membros inferiores. Tromboembolismo venoso
(TEV) é o termo comumente empregado para designar ambas as eventualidades (TVP e EP) indistintamente.
Infelizmente, temos escassos dados epidemiológicos acerca do TEV em nosso país. A maioria dos
estudos da literatura admite que a incidência deTEV
seja de um caso para cada 1000 habitantes por ano e
esta categoria nosológica é responsável pela morte de
cerca de 50000 norte-americanos a cada ano.
A fisiopatologia envolve os três fatores classicamente descritos pela “tríade de Virchow”: lesão
endotelial, lentificação do fluxo sangüíneo e aumento
na coagulabilidade do sangue. Os dois primeiros componentes da tríade relacionam-se afatores de risco
adquiridos para TEV, enquanto que a hipercoagulabilidade sangüínea possui principalmente causas genéticas (Tabela I).
269

EG Rizzatti & RF Franco

2.1. Heparina não fracionada

2. TRATAMENTO
O primeiro ensaio clínico controlado para o tratamento da TVP foi realizado em 1960. Desde então,
numerosos estudos de boa qualidade têm fornecido
adequado embasamento científicopara o tratamento
desta doença(1/13).
Não há motivo para separar os regimes de
tratamento para TVP e EP, já que as duas condições
são diferentes espectros do mesmo processo patológico. Vários ensaios clínicos incluíram pacientes com
cada uma das doenças separadamente e com as duas
concomitantemente, validando esquemas de tratamento similares para todas as eventualidades. Merece menção o fato...
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