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DOENÇAS INFECCIOSASE PARASITÁRIAS
AMEBÍASE
ASPECTOs
C
LÍNICOS
E
E
PIDEMIOLÓGICOS
Descrição
Infecção causada por um protozoário que se apresenta em duas formas: cistoe trofozoíto. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar invasão detecidos, originando, assim, as formas intestinal e extra-intestinal da doença.O quadro clínico varia de uma diarréia aguda e fulminante, decaráter san-guinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios, até uma formabranda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, comsangue e/ou muco nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão.Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam através da correntesangüínea, provocando abcesso no fígado (com maior freqüência), nospulmões ou no cérebro. Quando nãodiagnosticadas a tempo, podem levaro paciente ao óbito.
Agente etiológico
Entamoeba hystolytica.
Reservatório
O Homem.
Modo de transmissão
As principais fontes de infecção são a ingestão de alimentos ou água con-taminados por fezes contendo cistos amebianos maduros. Ocorre maisraramente na transmissão sexual devido a contato oral-anal. A falta de hi-giene domiciliar pode facilitar adisseminação de cistos dentro da família.Os portadores assintomáticos, que manipulam alimentos são importantesdisseminadores desta protozoose.
Período de incubação
Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos.
Período de transmissibilidade
Quando não tratada, pode durar anos.
Complicações
Granulomas amebianos (amebomas) na parede do intestino grosso, abces-so hepático, pulmonar oucerebral, empiema, pericardite, colite fulminantecom perfuração.
Amebíase
CID 10: A06
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Secretaria de Vigilância em Saúde / MS - Novembro de 2004AMEBÍASE- DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
Diagnóstico
Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados nas fezes; emaspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia;aspirados de abcessos ou cortes detecido. Podem ser dosados anticorposséricos que são de grande auxílio no diagnóstico de abcesso hepático ame-biano. A ultrassonograa e tomograa axial computadorizada são úteisno diagnóstico de abcessos amebianos.
Tratamento
1ª opção - a) Formas intestinais -
Secnidazol - Adultos - 2g, em doseúnica. Crianças - 30mg/kg/dia, VO, não ultrapassando máximo de 2g/dia.Deve ser evitado no 1ºtrimestre da gravidez e durante amamentação.
2ª opção -
Metronidazol, 500mg, 3 vezes/dia, durante 5 dias, para adul-tos. Para crianças, recomenda-se 35mg/kg/dia, divididas em 3 tomadas,durante 5 dias.
b) Formas graves
- (Amebíase intestinal sintomática ouAmebíase extra-intestinal) - Metronidazol, 750mg, VO, 3 vezes/dia, du-rante 10 dias. Em crianças, recomenda-se 50mg/kg/dia, durante 10 dias.
3ªopção -
Tinidazol, 2g, VO, para adultos, após uma das refeições, duran-te 2 dias, para formas intestinais.
c) Formas extra-intestinais
- 50mg/kg/dia, durante 2 ou 3 dias, a depender da forma clínica. Em formas graves,utilizar a mesma dosagem das formas leves, por 3 dias. Em crianças, adosagem recomendada é 50mg/kg/dia.
4ª opção -
Somente para formas leves ou assintomáticas: Teclozam,1.500mg/dia, divididas em 3 tomadas de 500mg, dose única para adultos. Em crianças,a dosagem recomendada é de 15mg/kg/dia, durante 5 dias. No tratamento doabcesso hepático, além da medicação especíca, pode ser necessária, em algunscasos, aspiração do abcesso. Drenagem cirúrgica aberta não é recomendada, ex-ceto em casos graves, quando o abcesso é inacessível à aspiração e não respondeao tratamentoem até 4 dias. Alguns pacientes se beneciam de drenagem doperitônio associada à terapia antimicrobiana. O tratamento de suporte estárecomendado com hidratação e correção do equilíbrio hidroeletrolítico.
Características epidemiológicas
Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada por
E.dispar
e
E. histolytica
, que são espécies morfologicamente idênticas, massó a...
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