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  • Publicado : 13 de maio de 2012
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Título : as primeiras formas do atendimento da assistência social na sociedade antiga, moderna e comtemporânea

Conteúdo: O aluno deverá compreender a relação histórica existente entre as questões política e cultual das situações de poder e dominação no processo de ajuda. A pobreza e a riqueza existem nas sociedades o que pressupõe que os bens vindos da natureza e gerados pelo esforço dotrabalho do homem não são suficientes para satisfazer as necessidades vitais e sociais. mas nem sempre existiram pobres.
Mas nem sempre existiram pobres. As sociedades primitivas viviam de forma coletiva, onde os alimentos eram divididos igualmente. A medida que passam a produzir seus alimentos e tornam-se proprietários de suas terras, os que possuem a propriedade privada e a agricultura a seu favor,passam a ter poder sobre os demais.
As sociedades da Antiguidade e Idade Média acreditavam que a pobreza era um resultado natural imposta pelo nascimento nas camadas da base da pirâmide social.
A preocupação com os pobres, os doentes, os excluídos sempre existiu desde que os seres humanos apareceram na terra. A assistência é produto da civilização onde se vive, foi muitas vezes considerado fatorcultural.
Nem sempre teve o caráter de direitos sociais, ou fruto das relações sociais, associando-se mais a noção de caridade.
Na Antiguidade a assistência aos pobres, aos velhos, aos abandonados era realizada pela família, pelo clã ou pela tribo, cada um tomava conta dos seus de forma particular, de acordo com sua cultura, seu costume e crenças. Acreditava-se que esses males eram causadospelos deuses em forma de castigo pelas faltas cometidas. Os pobres ou doentes eram assim devido aos pecados. Não cabia ao homem intervir nos males, essa função cabia somente aos sacerdotes.
No velho Egito, na Grécia, Itália, na Índia, a assistência era tarefa das confrarias, que têm origem nas Confrarias do Deserto (3.000 a.C e se estendem às cidades buscando ajudar os que sofriam de privações oudoenças). A ajuda era em forma de esmolas esporádicas, em gêneros e visitas domiciliares, prática usada muito pelos judeus, principalmente aos idosos, viúvas, órfãos, e enfermos.
Os filósofos gregos Aristóteles, Platão, Sêneca e Cícero, apontavam para a necessidade de fazer a assistência não de forma esporádica ou eventual, mas de forma racional.
O Governo intervinha em casos de calamidadepública, ou raramente (ex. José do Egito).
O império Romano ajudava aos pobres através da aristocracia.
A Bíblia cita várias passagens onde Deus castigaria aqueles que não se ajudasse mutuamente.
O Cristianismo mudou o conceito de caridade, todos os homens eram irmãos. A caridade era um meio para alcançar méritos para a vida eterna. A igreja criou os diáconos, que ajudavam os pobres.
O grandeorganizador da doutrina católica foi São Tomás de Aquino (1224-1274), a caridade era como um dos pilares da fé e da justiça social aos mais humildes.
Durante a Idade Média a Igreja as obras de caridade se realizavam nos mosteiros que acolhiam os doentes e abandonados. Surgiram também congregações de ajuda aos necessitados.
A caridade muitas vezes foi usada como forma de exploração, de repressão edominação. Segundo Martinelli, “desde a era medieval... até mesmo o século XIX, a assistência era encarada como forma de controlar a pobreza... havia sempre intenções outras além da prática da caridade.”.
A igreja foi se distanciando dos pobres e se aliando à burguesia, e buscando o poder e disputas por terras. A venda de indulgências era uma prática da igreja.
Os governos auxiliavam as obras dasigrejas e o Concílio de Tours (570) legislava sobre essas subvenções.
Com a reforma protestante, muitas igrejas foram confiscadas pelos governos e a ajuda às congregações foi cessada. A prática da assistência passou para o atendimento laico e não mais religioso.
No século XVII, após a reforma na França surge São Vicente de Paulo, trazendo de volta a ação da igreja, as confrarias e o atendimento à...
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