Trabalho - hobbes e locke

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COMPARAÇÃO ENTRE O ESTADO DE NATUREZA E GOVERNO CIVIL E POLÍTICO – HOBBES X LOCKE

SÃO PAULO
2012




COMPARAÇÃO ENTRE O ESTADO DE NATUREZA E GOVERNO CIVIL E POLÍTICO – HOBBES X LOCKE

SÃO PAULO
2012

Sumário

1 .JOHN LOCKE4
Do estado de natureza4
Das Sociedades Políticas e Civis 5
2.THOMAS HOBBES 7
Do Estado da Natureza7
Significado histórico da teoria política de Hobbes 8* 3.Comparação entre Hobbes e Locke THOMAS HOBBES 10

John Locke

Do Estado de Natureza

Para bem compreender o poder político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar em que estado todos os homens se acham naturalmente, sendo este um estado de perfeita liberdade para ordena-lhes as ações e regular-lhes as pessoas conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza,sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem.
Estado também é igualdade, no qual é recíproco qualquer poder ou jurisdição, ninguém tendo mais do que qualquer outro; nada havendo de mais evidente que criaturas da mesma espécie e da mesma ordem, nascidas promiscuamente a todas as mesas vantagens da natureza e ao uso das mesmas faculdades, terão também de ser iguais umas àsoutras sem subordinação ou sujeição; a menos que o senhor de todas elas, mediante qualquer declaração manifesta de sua vontade, colocasse uma acima da outra, conferindo-lhe, por indicação evidente e clara, direito indubitável ao domínio e á soberania.
Contudo, embora seja este um estado de liberdade, não o é de licenciosidade; apesar de ter o homem naquele estado de liberdade incontrolável de disporda própria pessoa e posses, não tem a de destruir-se a si mesmo ou a qualquer criatura que esteja em sua posse, senão quando em uso mais nobre do que a simples conservação o exija. O estado de natureza ensina a todos os homens que tão só a consultem, sendo todos iguais e independentes, que nenhum deles deve prejudicar a outrem na vida, na saúde, na liberdade ou nas posses; e sendo todos providosde faculdades iguais, compartilhando de uma comunidade de natureza, não há possibilidade de supor-se qualquer subordinação entre os homens que nos autorize a destruir a outrem, como se fossemos feitos para uso uns dos outros como ordens inferiores de criaturas são para nós.
E para impedir a todos os homens que invadam os direitos dos outros e que mutuamente se molestem, e para que se observe alei da natureza, que importa na paz e na preservação de toda a Humanidade, põe-se, naquele estado, a execução da lei da natureza nas mãos de todos os homens, mediante a qualquer um tem o direito de castigar os transgressores dessa lei tal grau que lhe impeça a violação, pois a lei da natureza seria vã, como quaisquer outras leis que digam respeito ao homem neste mundo, senão houvesse alguém nesseestado de natureza que não tivesse poder para pôr em execução aquela lei e por, esse modo preservasse o inocente e restringisse os ofensores. E se qualquer um no estado de natureza pode castigar alguém por qualquer malefício que tenha feito todos também podem fazê-lo, pois naquele estado de perfeita igualdade, em que naturalmente não existe superioridade, ou jurisdição de um sobre o outro, o quequalquer um pode fazer na prossecução dessa lei, todos necessariamente devem ter o direito de fazer também.
E assim no estado de natureza um homem consegue poder sobre o outro; contudo, não é o poder absoluto ou arbitrário para haver-se como criminoso, quando sobre ele deitou as mãos, segundo a cólera apaixonada ou extravagância da própria vontade, mas unicamente revidar, de acordo com osditames da razão calma e da consciência, o que esteja em proporção com a transgressão, isto é, tanto quanto possa servir de reparação e restrição; eis que esses dois motivos são os únicos que autorizam legitimamente a um homem fazer mal a outrem. O que implica o que chamamos de castigo. Transgredindo a lei da natureza o ofensor declara viver por outra regra que não a da razão equidade reza, tem o...
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