Thomas hobbes

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Introdução
Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, em cinco de abril de 1588, e morreu em quatro de dezembro de 1679, em Harwick Hall.
O Medo e a Esperança é um texto de Renato Janine Ribeiro que faz referência à obra “Leviatã” de Thomas Hobbes que, de forma geral, aborda a natureza humana e a necessidade da criação de um contrato social para que a ordem seja garantida entre os homens.Fazemos referência a Hobbes como um contratualista que, defendia a concepção de que, a origem do Estado e/ou da Sociedade se encerrava num contrato, no qual os homens podiam se resguardar de seu estado de natureza que para Hobbes era ruim. E só depois desse “pacto” eles poderiam gozar de convívio social sobre julgo de leis e um soberano.
Sir Henry Maine, jurista e sociólogo, ao contestarThomas Hobbes e outros filósofos que partilhavam das mesmas ideias, dizia que selvagens nunca tiveram contato social, não poderiam gozar, portanto, de condições favoráveis para desenvolver a linguagem, a ponto de conhecer uma forma juridicamente correta de se expressar, e muito menos, celebrar um pacto social. Ponderou também que essas noções somente são possíveis quando se experimenta uma vida emsociedade.
O homem que Hobbes descreve não é selvagem, a natureza dele não muda independente de situações relativas ao tempo, à história. Ele cita as faculdades da força e do espírito para demonstrar a igualdade entre os homens. Faz alusão ao fato, de que, um homem mais fraco pode dar cabo à vida de um mais forte, usando artifícios advindos da maldade que lhe é nata, sozinho, ou seagregando com outros de sua espécie, e salienta que as faculdades do espírito, tal como a prudência podem ser desenvolvidas, podendo ser obtidas por qualquer ser humano, bastando para isso empenho e muita dedicação. Hobbes acredita que o que poderia diferenciá-los, seria simplesmente a falsa ilusão, de que a sabedoria que possuem, supera a dos seus semelhantes. E mais uma vez, aponta outra igualdadeentre os homens. Por acharem-se mais inteligentes, mais sábios, os mesmos acabam se igualando, uma vez que todos compartilham do mesmo conceito com relação ao outro. Ele pode perceber a sua própria inteligência e talvez mensurá-la. A do outros, apenas supor.
Hobbes não afirma em momento algum que os homens são absolutamente iguais, e sim, que são o bastante, para que nenhum triunfe sobre ooutro. Diz que o homem é opaco aos olhos do outro, que uma vez, não sabendo, como o outro irá se comportar, se arma para atacá-lo, para vencê-lo ou simplesmente para evitar um ataque possível. Esclarece que, o homem, quando se comporta como o “lobo do homem”, está apenas assumindo sua essência.
Verificadas as igualdades quanto á força e ao espírito, depara-se com outra capacidade. A quereside na esperança de atingir os seus objetivos. Se por acaso, dois homens desejarem a mesma coisa, ao mesmo tempo, se desencadeia uma inimizade, e com o passar do tempo, um irá subjugar o outro ou destruí-lo, levando a cabo tudo o que o outro conquistou. Os homens, não conseguem sentir um prazer verdadeiro na companhia uns dos outros, caso não exista um poder capaz de manter a todos em sentido derespeito.
As causas principais da discórdia são: a competição, a desconfiança e a glória. E as mesmas visando respectivamente: o lucro, a segurança e a reputação. Durante todo o tempo em que o homem vive sem poder algum para norteá-lo, instala-se um clima de guerra, que consiste no fato, de que mesmo em momento de paz, a vontade de batalhar é conhecida por todos.

1. Desenvolvimento

1.1 ASalvação
O homem hobbesiano não tem um interesse tão grande em bens e riquezas, mas principalmente tem grande interesse em honra.
Honra é o valor atribuído a alguém em função das aparências externas, ao que os outros pensam de você. Podemos dizer que o homem hobbesiano vive de imaginação.
Ele imagina ter um poder, ser respeitado ou não, e desta imaginação retira sua honra, porém este modo de...
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