Terapia nutricional em pediatria

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
DISCIPLINA: DIETOTERAPIA II















CASO CLÍNICO IV:
TERAPIA NUTRICIONAL EM PEDIATRIA










NATAL/RN
2012














CASO CLÍNICO IV:
TERAPIA NUTRICIONAL EM PEDIATRIA







Trabalho apresentado à disciplina de Dietoterapia IIcomo requisito para a nota parcial da terceira unidade.
































NATAL/RN
2012

Sumário

1. INTRODUÇÃO 3
2. DADOS DO PACIENTE 4
3. HISTÓRIA SOCIAL 4
4. HISTÓRIA CLÍNICA DA DOENÇA 4
4.1 QUEIXAS PRINCIPAIS (QP) 5
4.2 HISTÓRIA DA DOENÇA PREGRESSA (HDP) 5
4.3 HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA) 5
4.4 HISTÓRIA FAMILIAR (HF) 5
5. INFORMAÇÕESREFERENTES AO ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL 5
6. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL 6
6.1 AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG) 6
6.2 EXAME FÍSICO 6
6.3 SINTOMAS GASTRINTESTINAIS 8
6.4 AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 9
6.5 AVALIAÇÃO LABORATORIAL 11
6.6 AVALIAÇÃO DIETÉTICA 14
7. INTERAÇÕES DROGA-NUTRIENTE 15
8. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL CONCLUSIVO 29
9. CONDUTA NUTRICIONAL 29
9.1 CÁLCULO DAS NECESSIDADES ENERGÉTICAS30
9.1.1 Energia 30
9.1.2 Macronutrientes 30
9.1.3 Micronutrientes 31
9.1.4 Necessidade hídrica 32
10. PLANO ALIMENTAR 34
10.1 CARACTERÍSTICA DA DIETA 34
10.2 CARDÁPIO PROPOSTO 34
10.3 DIETA PROPOSTA 35
10. ADEQUAÇÃO DA DIETA PROPOSTA 37
12. ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA ALTA HOSPITALAR 41
REFERÊNCIAS 43
APÊNDICES 56
ANEXOS 61


1. INTRODUÇÃO

O lúpus eritematoso sistêmico (LES)é doença auto-imune com espectro extremamente variado de expressões clínicas, variando de doença branda cutâneo-articular até formas graves com doença renal, do sistema nervoso central, hemólise e plaquetopenia. (MACHADO et al, 2008).
De acordo com Freire, Souto e Ciconelli (2011) apesar de não se conhecer sua etiologia, admite-se que diferentes fatores, em conjunto, favoreçam o desencadeamentodo LES, entre os quais se destacam: fatores genéticos, demonstrados pela maior prevalência de LES em parentes de primeiro e segundo graus; fatores ambientais, especialmente raios ultravioleta, infecções virais, substâncias químicas, hormônios sexuais e fatores emocionais. A interação entre esses múltiplos fatores está associada à perda do controle imunorregulatório, com perda da tolerânciaimunológica, desenvolvimento de autoanticorpos, deficiência na remoção de imunocomplexos, ativação do sistema de complemento e de outros processos inflamatórios que levam à lesão celular e/ou tissular.
A incidência anual estimada na população infanto-juvenil é de 6-20 casos por 100 mil crianças, sendo maior em meninas e em não brancos. Nessa faixa etária, está associada à morbidade elevada e grandeimpacto financeiro e social, causando incapacidade física e funcional e afetando a qualidade de vida do paciente e de sua família (SACILOTTO; YAMASHIRO; NISHIMOTO, 2010).
A prevalência do LES vem aumentando, uma vez que a mortalidade vem diminuindo ao longo dos anos, devido ao desenvolvimento de novas opções terapêuticas, como também pelo surgimento de exames imunológicos e genéticos mais sensíveis eespecíficos para se realizar um diagnóstico mais precoce. Atualmente, estimativas sugerem um nível de sobrevida em LES de 97% a 80% em cinco anos (FREIRE; SOUTO; CICONELLI, 2011).
Devido à incurabilidade da doença, cuja instalação determina mudanças físicas, sociais e psicológicas, levando muitas vezes à hospitalização, o adolescente e sua família precisam compreender acerca da doença, bem comoa necessidade e a relevância de realizar a adesão terapêutica para restabelecimento e manutenção da saúde. Por esta doença não ser infectocontagiosa, os adolescentes podem frequentar normalmente escolas, clubes, boates etc. quando a doença estiver controlada (SEABRA et al, 2009).
Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo realizar uma anamnese clínico nutricional e propor uma terapia...
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