Teoria economica

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
BACHARELADO ADMINISTRAÇÃO

JOÃO RAFAEL DA SILVA COSTA

TEORIA ECONOMICA

Itabuna
2010

JOÃO RAFAEL DA SILVA COSTA

TEORIA ECONOMICA

Trabalho apresentado ao Curso Bacharelado em Administração da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina Teoria Economical.Prof. Wilson Salvalagio

Itabuna

2010

A interrupção na década de oitenta, de uma longa história de crescimento que caracterizava o Brasil, é resultado de um amplo conjunto de causas entre as quais, o peso insustentável da dívida externa, o imobilismo gerado por uma excessiva proteção à indústria nacional, o fracasso dos programas de estabilização no combate à inflação e oesgotamento de um modelo de desenvolvimento, baseado fundamentalmente na intervenção generalizada do Estado na economia, esgotamento esse constante na crise do estado brasileiro que diminuiu sensivelmente a sua capacidade de investimento, retirando-lhe o grande papel de principal promotor do desenvolvimento.
Crise que, aliás, se estenderia a praticamente toda a América Latina, naquelaque é considerada pelos latino-americanos como a “década perdida”, bem como as consequências das sucessivas medidas econômicas e planos de estabilização tentados pelos sucessivos governos, na tentativa sem sucesso de retornar a níveis de crescimento e de controle inflacionário que permitissem a recuperação economia do país.
A economia brasileira na década de 80 atravessou uma das maisgraves crises de sua história, a qual resultou na estagnação do Produto Interno Bruto e em taxas de inflação sem precedentes,no caso do Brasil houve inclusíve queda no PIB.
Antes disso, aconteceu o que ficou conhecido como “milagre economico”, que foi baseado no governo de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1961, no qual o Brasil passou por acelerado crescimento econômico graças aoPlano de Metas - o programa "cinquenta anos em cinco" - e com a construção de Brasília, surgiu uma forte pressão inflacionária no País, já sentida no final do governo JK e que se agravou com a renúncia de Jânio Quadros e com os impasses institucionais que marcaram o período de João Goulart (1961-1964). Tais fatos fizeram com que se elevassem os défices do governo de tal forma que se formou umaforte inflação de demanda.
O fim do milagre, a partir de 1973 o crescimento da economia brasileira diminuiu, e em 1974 ocorreu o primeiro choque do petróleo, quando seu preço foi elevado abruptamente de US$3,37 para US$11,25 por barril. A crise do petróleo provocou uma aceleração da taxa de inflação no mundo todo e principalmente no Brasil, onde passou de 15,5% em 1973 para 34,5% em1974. O crescimento diminuiu no período 1974-1979 passando a 6,5% em média; na época do "milagre" as taxas de crescimento eram, em média, superiores a 10% anuais, tendo alcançado picos de 13% anuais.
A balança comercial brasileira, a partir de 1974, apresentou enormes défices causados principalmente pela importação de petróleo, que ultrapassaram os 4 bilhões de dólares ao ano. Acapacidade de geração de divisas tornou-se insuficiente para sustentar o ritmo do crescimento. No final dessa década, a inflação chegou a 94,7% ao ano; em 1980 já era de aproximadamente 110 %, e em 1983 alcançou o patamar de 200%.
Apesar desse quadro econômico crítico os indicadores sociais apresentaram evolução positiva. No entanto, é no seu aspecto financeiro que a crise se torna maisaguda, levando a economia a uma “loucura”, o que provocou uma queda nos níveis de poupança do setor público, criando um ambiente de incertezas que dificultou a retomada dos investimentos e continua a provocar a ampliação dos desníveis sociais, com consequências imprevisíveis no futuro.
Ainda que durante a década de oitenta o desempenho econômico dos diferentes países latino-americanos...
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