Setor alimenticio

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Segmento de alimentos saudáveis deve faturar 26% a mais até 2012
— Publicado em: 14/03/2011 20:49
Lojas da Subway, rede de lanches magros, já superam Mc Donald’s, conhecido pelo hambúrguer
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Empresas investem em verduras e legumes, de preferência crus, para aumentar os lucros - Foto: Larissa Lima
LARISSA LIMA
Especial para o RROnline*

A busca por uma alimentação saudável écrescente no mundo inteiro. Muitas empresas resolveram investir no setor e logo viram o retorno financeiro. A expectativa é que o ramo cresça cerca de 26% até 2012, futurando U$ 717 bilhões ao ano, segundo a Euromonitor Internacional, instituição de pesquisa e análise de consumo. A estimativa foi feita com base nos números de 2007, quando o ganho do setor foi de U$ 569 bilhões.

A boa fase já podeser vista no aumento de lojas de alimentos mais leves. Em nota divulgada pelo norte-americano Wall Street Journal, a rede Subway, especializada em lanches com pouco teor de gordura, chegou a 33.749 restaurantes no mundo no final do ano passado. Já o Mc Donald’s, conhecida por seus hambúrgueres, registrou 32.737 estabelecimentos no planeta, 1.012 a menos na análise do mesmo período.

No Brasil,não é diferente. A rede Subway já sentiu o otimismo dos cálculos do levantamento. “Conseguimos aumentar o faturamento em 30%, em relação ao ano de 2009”, disse a gerente da unidade de São Bernardo, Tatiana Lima.

De acordo com Tatiana, o grande diferencial da cozinha do “bem-estar” é o modo de preparo. Em seu ambiente de trabalho, a comida não vai para o fogão. Na cozinha, não há óleo. Osingredientes são consumidos, na maioria das vezes, crus, apenas cortados em tiras ou rodelas para facilitar o manuseio.

Para a nutricionista Maristela Bassi Strufaldi, de São Caetano, a ascensão dos restaurantes que servem alimentos mais magros é reflexo da preocupação com a saúde por parte de uma significativa parcela das pessoas. “No meu consultório, percebo que hoje a população se alimenta melhor,principalmente, por três motivos: prevenção de doenças, melhoria da estética e da qualidade de vida”, contou a especialista.

Mesmo quando o assunto é pagar um pouco mais, há quem não desanime e continue investindo na alimentação saudável. “O desembolso acontece quando se entende a diferença entre se alimentar e se nutrir. Alguns alimentos são verdadeiros investimentos para corpo. Mas é claro queexistem exceções e os preços podem variar de acordo com a marca e a proposta da linha”, afirmou.

 A advogada Simone Silva, de 31 anos, está no time daqueles que aceitam pagar mais caro. “Ninguém gosta de compras 'salgadas'. Mas acredito que vale a pena a partir do momento que percebemos a melhora da nossa pele, do organismo e ainda mais da queda dos ponteiros da balança”, justificou.

Há dezanos sem tomar refrigerante, Simone atribui sua disposição aos hábitos alimentares. “Consumo minha dose diária de fibras e não abro mão de frutas, verduras e legumes. Desse modo, me sinto leve e até comecei a arriscar minhas primeiras corridas”, contou.

Mas nem todos são tão regrados. A auxiliar administrativa, Camila Gregório, de 21 anos, admite não ter tempo para comer bem em todas asocasiões. “Onde trabalho há um restaurante. Lá, consigo comer mais alimentos verdes. Mas indo para a faculdade, sem tempo para me organizar, não tenho essa possibilidade. A saída acaba sendo o lanche com mais gordura da barraca da esquina”, declarou.
*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Crescimento da população com mais de 65 anos eaumento do potencial da classe C motivaram a elevação

O setor de alimentos e bebidas que possuem ligação com a saúde e o bem-estar da dieta brasileira obteve, nos últimos seis anos, um crescimento de 82%, de acordo com pesquisa de mercado elaborada pelo Euromonitor. De 2004 ao ano passado, o segmento saltou de US$ 8,5 bilhões para US$ 15,5 bilhões. O levantamento abrangeu as vendas no varejo...
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