Schumpeter

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Universidade Federal de Minas Gerais
Faculdade de Ciências Econômicas
Departamento de Ciências Econômicas

Remer Coelho Diniz Oliveira rcdocoelho@yahoo.com.br

“ É fato comprovado que o sistema econômico não anda sempre para frente
De modo continuo e sem tropeços.
Ocorrem movimentos contrários, contratempos,
Incidentes dos mais variados,
Que obstruem o caminho do desenvolvimento.”(Josep A. Schumpter)

“Existiram muitos Schumpeters: o brilhante enfant terrible da Escola Austríaca
que, antes de completar trinta anos havia escrito dois livros extraordinários; o
jovem causídico que chegou a advogar no Cairo; o criador de cavalos; o Ministro
da Fazenda na Áustria; o filósofo social e profeta do desenvolvimento capitalista; o
historiador das doutrinas econômicas; o teóricode Economia que preconizava o
uso de métodos e instrumentos mais exatos de raciocínio; o professor de
Economia.” (SAMUELSON, 1965, p.107)
Definir quem foi Schumpeter é até hoje controverso, entretanto, seja ele
neoclássico walrasiano, ou heterodoxo evolucionário (anti-equilibrio geral) ou,
pertencente à escola austríaca de Menger, uma coisa não há discordância, ele é hoje
mais atual queantes. Lendo inúmeros artigos sobre Schumpeter, percebemos a imensa
variedade e aplicabilidade que seu pensamento deu origem.
Joseph A. Schumpeter nasceu em 1883 na Áustria. Doutorou-se em Viena em
1906, em 1907 conheceu Marshall e Keynes, em 1927 foi professor nas universidades
de Cenati e Gras em seu país, assim como ministro das Finanças; em 1925 foi para a
Universidade de Bonn, Alemanha, naépoca uma das mais importantes da Europa. Em
1932 foi convidado para lecionar em Harvard onde permaneceu até a sua morte em
1950 (SWEEZY, 1962). Segundo o próprio Schumpeter suas principais obras são: The
Theory of Economic Development, publicada em 1912, na qual estão inseridas as idéias
básicas de seu pensamento econômico; Business Cycles (1939), na qual faz uma análise
histórica, teórica eestatística do processo capitalista; Capitalism, Socialism and
Democracy (1942); Imperialismo e Classes Sociais (1919); e História da Análise
Econômica (3 volumes) (1964).

Análise da obra
Schumpeter, em sua obra, busca a explicação do desenvolvimento econômico e
suas repercuções na sociedade, retratando-o de uma forma abstrata, e de uma
inteligência comparáveis às obras de Adam Smith eKarl Marx.
No capitulo I, Schumpeter retrata a vida econômica de maneira, segundo ele,
monótona, ou seja sem alterações, de forma que cada produto tem seu lugar no mercado
e isso flui como um rio em direção ao oceano, ocorrendo às mesmas coisas anos após

anos. Ele com grande influência de Walras, demonstra como o fluxo circular caminha
em direção ao equilíbrio, o qual ele chama de análiseestática. Cada um produz aquilo
que, com sua experiência, encontrará seu mercado. Schumpeter faz uma longa discussão
sobre a economia de trocas, e seus respectivos elementos, sempre “passeando” sobre o
fluxo. “De fato que todos os bens encontram um mercado, segue-se novamente que o
fluxo circular da vida econômica é fechado, em outras palavras, que os vendedores de
todas as mercadoriasaparecem novamente como compradores em medida suficiente
para adquirir os bens que manterão seu consumo e seu equipamento produtivo no
período econômico seguinte e no nível obtido até então, e vice-versa.(Schumpeter,1982,
pág 12).
O processo de fluxo circular não representa algo imutável, ele contém mudanças,
ou seja, constantemente mudanças de caráter não-econômico pressionam o canal do
fluxo,entretanto, chegamos ao ponto que Schumpeter estabelece como algo que muitos
confundem com o desenvolvimento, pois essas mudanças, nada mais são que alterações
nos dados que, por natureza do fluxo são absorvidas e adaptadas, não causando
mudanças

que,

segundo

schumpeter,

não

seriam

causas

do

processo

de

desenvolvimento. Não se pode confundir desenvolvimento com...
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