Revista nova escola

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  • Publicado : 24 de abril de 2013
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Ao falar de Educação sexual na infância fica sempre a dúvida: devemos falar do sexo propriamente dito? Mesmo os bebês já têm a sensação de excitação, mas buscar o orgasmo já não é, de fato, coisa decriança. Elas não entendem e nem estão interessadas em saber como isso funciona.
No entanto, para o adulto chegar ao relacionamento afetivo-sexual, ele tem que passar por várias experimentações, tercontato com o próprio corpo e vivenciar situações de carinho e a intimidade – que são fundamentais para permitir a entrega, a confiança, a cumplicidade e a responsabilidade sexual no futuro. E issosim a gente aprende na infância.
A fase auto-sexual e a descoberta do corpo
Até os 4 anos de idade, o interesse sexual da criança está, basicamente, nas sensações do seu corpo, de carinho e atenção.Mas quando eles entram na fase que Freud chamou de auto-sexual ou genital, elas descobrem que têm autonomia para produzir uma sensação gostosa ao tocar seus genitais a conversa é outra.
Esta fasecostuma ser crítica dentro da escola, porque em geral os professores não sabem qual atitude tomar ao surpreender a criança tocando os genitais. Portanto, a minha primeira sugestão é: não entre em pânico.Não há nada de errado em se tocar, mas não em locais públicos, nem durante a aula, porque isso tira a concentração da criança e dos outros alunos sobre o que está sendo ensinado.
Na hora, não entreem detalhes. Sem expor a criança, diga apenas que não pode e chame ela de volta à atividade. Faça isso com a mesma naturalidade e convicção que a ensinou que na sala de aula que não é permitido comerou fazer xixi.
Se essa situação começar a acontecer com frequência numa turma, talvez seja um bom momento para oprofessor ensinar aos alunos, por exemplo, o conceito de público e privado em relaçãoàs partes do corpo e aos comportamentos sexuais.
É muito importante que a gente entenda que é nesse toque e nas descobertas sexuais que as crianças fazem a diferenciação de si e do outro. É assim...
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