Revista eletronica nutritime

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Revista Eletrônica Nutritime, v.2, n°6, p.259-272, novembro/dezembro 2005. °

Artigo Número 27 UTILIZAÇÃO DE ENZIMAS NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL Evandro Campestrini1; Vagner Thiago Mozer da Silva2; Matias Djalma Appelt2

Introdução Segundo o decreto lei nº. 76.896 de 06 de janeiro de 1976, atualmente em vigor, define-se como aditivo alimentar toda a substancia intencionalmente adicionada aoalimento, com a finalidade de conservar, intensificar ou modificar as suas propriedades, desde que não prejudique o seu valor nutricional. Os aditivos enzimáticos não possuem função nutricional direta, mas auxiliam o processo digestivo melhorando a digestibilidade dos nutrientes presentes na dieta. Enzimas são proteínas globulares, de estrutura terciária e quaternária, que agem como catalisadoresbiológicos, aumentando a velocidade das reações químicas no organismo, sem serem, elas próprias alteradas neste processo (Champe & Harvery, 1989). São altamente específicas para os substratos e dirigem todos os eventos metabólicos. As enzimas digestivas têm um sitio ativo que permite que elas atuem na ruptura de uma determinada ligação química (Penz Júnior, 1998), sob condições favoráveis de temperatura,pH e umidade. Esses aditivos alimentares têm sido incorporados aos alimentos dos animais com o propósito de melhorar o seu desempenho e com isso a sua rentabilidade. Até hoje, somente uma fração dos componentes das dietas animais são suplementados com estes aditivos. Esta situação deverá mudar rapidamente assim que o desenvolvimento de novas enzimas alimentares ou novas formas de aplicação dessesprodutos progredirem (Cousins, 1999). De acordo com a sua finalidade, as enzimas usadas em rações animais podem ser divididas em dois tipos: 1) enzimas destinadas a complementar quantitativamente as próprias enzimas digestórias endógenas dos animais (proteases, amilases, fitases) e 2) enzimas que esses animais não podem sintetizar e/ou sintetizam em pequenas proporções (β-glucanases, pentosanas, eα-galactosidases). Segundo Guenter (2002), as principais metas da suplementação enzimática para os animais são: - Remover ou destruir os fatores antinutricionais dos grãos; - Aumentar a digestibilidade total da ração; - Potencializar a ação das enzimas endógenas e; - Diminuir a poluição ambiental causada por nutrientes excretados nas fezes. É comum o uso de alimentos protéicos nas rações contendogrande quantidade de fatores antinutricionais e constituintes de baixa digestibilidade (Charlton, 1996). A soja, ao contrário do que se pensava, possui quantidade apreciável de polissacarídeos não amiláceos (PNA’s) (Ward e Fodge, 1996) na forma de pectinas, hemiceluloses e oligassacarídeos (rafinose e estaquiose) (Charlton, 1996). Além desses PNA’s, fatores antinutricionais como inibidores deproteases e lectinas estão amplamente distribuídos na soja e não podem ser degradados pelo sistema digestório dos monogástricos, principalmente aves e suínos.
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Mestrando em Zootecnia – Nutrição de Monogástricos – Universidade Estadual de Maringá – UEM. Graduandos em Zootecnia – Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE

Revista Eletrônica Nutritime

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Revista EletrônicaNutritime, v.2, n°6, p.259-272, novembro/dezembro 2005. °

As enzimas exógenas caracterizam-se por aumentar a disponibilidade de polissacarídeos de reserva, gorduras e proteínas, protegidas da atividade digestória, pelos polissacarídeos da parede celular, além de minimizar os efeitos negativos provocados pelos fatores antinutricionais presentes nos diversos ingredientes e otimizar a atividadeenzimática endógena, principalmente em animais jovens que possuem um sistema enzimático imaturo. Trabalhos recentes têm demonstrado respostas positivas quanto a digestibilidade de nutrientes e ao desempenho de suínos e aves alimentados com rações à base de milho e soja, quando estas foram suplementadas com enzimas, como carboidrases, proteases, pectinases e alfa-galactosidase, portanto, o uso de...
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