Resumo grupo 3

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|[pic] |Ministério da Educação |[pic] |
| |Universidade Tecnológica Federal do Paraná | |
| |Campus Pato Branco| |
| |Gerência de Ensino e Pesquisa | |
| |Coordenação do Curso de Licenciatura em Letras | |
||Português-Inglês | |


A ARQUEOLOGIA DO SABER
MICHEL FOUCAULT
Adriane Santos dos Reis
Aline Baccin
Daiana Furlan Ecker
Ederson Machado
Fabiane Grike
Jaqueline Francischetto
Letícia Cristina Antunes
Nayara Massucatto
Renato Martignoni[1]

AS UNIDADES DO DISCURSO
O emprego dosconceitos de descontinuidade, de ruptura, de limiar, de limite, de série, de transformação, coloca, a qualquer análise histórica, não somente questões de procedimento, mas também problemas teóricos. Nessas disciplinas tão incertas de suas fronteiras, tão indecisas em seu conteúdo, que se chamam história das ideias, ou do pensamento, ou das ciências, ou dos conhecimentos. 
Há, em primeiro lugar, umtrabalho negativo a ser realizado: libertar-se de todo um jogo de noções que diversificam, cada uma à sua maneira, o tema da continuidade.
Tradição: ela visa dar uma importância temporal singular a um conjunto de fenômenos, ao mesmo tempo sucessivos e idênticos, graças a ela, as novidades podem ser isoladas sobre um fundo de permanência, e seu mérito transferido para a originalidade, o gênio, adecisão própria dos indivíduos.
Influência: que fornece um suporte aos fatos de transmissão e de comunicação, que liga unidades definidas como indivíduos, obras, noções ou teorias.
Desenvolvimento e Evolução: essas noções permitem reagrupar uma sucessão de acontecimentos dispersos; relacioná-los a um único e mesmo princípio organizador; submetê-los ao poder exemplar da vida, já atuantes em cadacomeço, um princípio de coerência e o esboço de uma unidade futura;
Mentalidade ou Espírito: que permite estabelecer entre os fenômenos simultâneos ou sucessivos de uma determinada época uma comunidade de sentido, ligações simbólicas, um jogo de semelhança e de espelho – ou que fazem sugerir, como princípio de unidade e de explicação, a soberania de uma consciência coletiva.
É preciso também quenos inquietemos diante de certos recortes ou agrupamentos que já nos são familiares. É possível admitir, tais como são, a distinção dos grandes tipos de discurso, ou a das formas ou dos gêneros que opõem, umas às outras, ciência, literatura, filosofia, religião, história, ficção etc., e que as tornam espécies de grandes individualidade históricas? Afinal, a “literatura” e a “política” sãocategorias recentes que só podem ser aplicadas à cultura medieval, ou mesmo à cultura clássica, por uma hipótese retrospectiva e por um jogo de analogias formais ou de semelhanças semânticas; mas nem a literatura, nem a política, nem tampouco a filosofia e as ciências, articulavam o campo do discurso no século XVII ou XVIII, como o articularam no século XIX. Esses recortes são sempre, eles próprios,categorias reflexivas, princípios de classificação, regras normativas, tipos institucionalizados: são, por sua vez, fatos de discurso que merecem ser analisados ao lado dos outros, que com eles mantêm, certamente, relações complexas, mas que não constituem seus caracteres intrínsecos, autóctones e universalmente reconhecíveis. Às unidades que é preciso deixar em suspenso são as que se impõem da...
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