Resumo classicismo

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1028 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 9 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
MOISES, Massaud. Classicismo. A Literatura Portuguesa. São Paulo: Cultrix, 2008.

O capítulo aborda sobre o nascimento e desenvolvimento do Classicismo, período histórico lusitano que durou de 1527 a 1580. Foi precedida pelo movimento cultural Humanista, a visão inovadora de vida, abordada no conhecimento do homem, não mais na de Deus, abalou as últimas décadas da Idade Média. Surgiu, assim,a vontade de ressuscitar o espírito da Antiguidade Greco-Latina. As ocasiões históricas e a típica situação geográfica confiaram a Portugal uma posição de superioridade na evolução do Renascimento. Contribuiu fortemente no método renascentista, além de difundir novas idéias em universidades estrangeiras. Principalmente, o alargamento dos horizontes geográficos com as descobertas marítimas e suasconseqüências nos âmbitos econômico e político, foi o que conferiu a Portugal a primacial importância histórica no período desde o fim do século XV até meados do século XVI. Nesse ímpeto revolucionário da Renascença e no desenvolvimento natural do Humanismo, o Classicismo invadiu as consciências, pois correspondeu literariamente ao geral e efêmero complexo de superioridade histórica. Valoresopostos aos medievais entraram em vigor, como a concepção antropocêntrica do mundo, o paganismo, o saber concreto, científico e objetivo, o prevalecer do humano ao divino. Sá de Miranda, principal divulgador do Classicismo, foi quem trouxe das Itália os versos decassílabos, dentre outros, e o Antônio Ferreira ficou com o papel de teórico do movimento. Assim, os ideais clássicos predominaram emPortugal até a morte de Camões e à passagem de Portugal ao domínio dos espanhóis em 1580. O Classicismo consistia em uma concepção de arte baseada na imitação dos clássicos gregos e latinos, considerados modelos de suma perfeição estética. Porém, era um imitar sem copiar, mas uma observância de regras na criação, acrescentando a força do talento pessoal. A arte clássica é racionalista, preza peloequilíbrio entra a Razão e imaginação, no afã de criar uma arte universal e impessoal, implicando numa concepção absolutista de arte. As obras cogitavam obter um grande objetivo ético. Embalados pela estética do Cosmos, entendiam o universo através da Razão e da inteligência. Prevalece também o culto extremado da forma e os clássicos preconizam ardorosamente a pureza da linguagem. Ao correr das épocase períodos literários, sobreviveu o lirismo tradicional, e as fôrmas poéticas se sobressaíram as da prosa. A época co Classicismo apresentou um grupo notável de poetas em detrimentos da prosa, e o poeta mais consagrado foi Luis Vaz de Camões. Ele colocou a poesia a frente das outras modalidades literárias. Os antigos teóricos estimulavam o ardor posto na criação poética e consideravam a poesiamais nobre que a prosa. Assim decorre que o Classicismo se inicia e se fecha com os poetas, respectivamente, Sá de Miranda e Camões. Os demais foram ofuscados pelo seu brilho. Sobre Luis Vaz de Camões, pouco se conhece de sua vida. Ele teria tido acesso à vida palaciana, foi talentoso e culto. Por conta de amores proibidos, foi exilado da Corte, em Ceuta, depois se engajou no serviço militarultramarino. Publicou Os Lusíadas em 1572 e recebeu uma pensão anual de 15.000 reis como recompensa, que não o tirou da miséria. Pobre e abandonado morreu em 10 de junho de 1580. Por sua poesia, Camões é grande, dentro e fora dos quadros literários portugueses. Sua obra divide-se em duas vertentes fundamentais da época: a medida medieval e a medida clássica. O lirismo tradicional exprime-se notadamenteem redondilhas maiores e menores, mas Camões empresta ao velho popularismo ingênuo dimensões mais vastas, ele ultrapassa as limitações formais das redondilhas. Estas, por sua vez, deixam no ar uma sonoridade e uma atmosfera. Quando não, uma gravidade tensa, dramática, ocupa o lugar da jovialidade estendida, manifesto duma alegria de viver meio pagã. A poesia de Camões residia num absoluto...
tracking img