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  • Publicado : 24 de fevereiro de 2013
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HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. – Porto Alegre: Mediação, 2001.


Jussara Hoffmann em sua obra “Avaliar para Promover”, propõe a valorização da dimensão social e política da avaliação por acreditar que esta seja uma prática compatível com uma educação democrática. Dessa forma, a autora abre o debate sobre a concepção de uma avaliação mediadora, voltada para umaação pedagógica reflexiva, ou seja, uma avaliação que valorize a observação permanente das manifestações de aprendizagem para proceder a uma ação educativa que otimize os percursos individuais.
Dentro desta proposta o professor assume o papel de investigador, de esclarecedor, de organizador de experiências significativas de aprendizagem. Seu compromisso deve ser o de agir refletidamente,criando e recriando alternativas pedagógicas adequadas a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos alunos, sem perder a observação do conjunto e promovendo sempre ações interativas.
Na avaliação mediadora o objetivo principal não é o de classificar o aluno, medindo seu grau de aprendizagem, mas sobretudo, dar subsídio ao professor e à escola no sentido de promover uma melhorcompreensão dos limites e possibilidades dos alunos, que deverão orientar ações subseqüentes para favorecer o desenvolvimento, e a evolução da aprendizagem dos educandos. Esta prática avaliativa deve ser direcionada para o futuro, promovendo um acompanhamento atencioso e compromissado, em todas as etapas vividas pelo estudante para ajustar, no decorrer de todo o processo, estratégias pedagógicas.
Oprofessor deve ter a clareza de que todas as crianças e jovens estão sempre em processo de aprendizagem. Dentro dessa perspectiva, as ações avaliativas podem ser exercidas como pontes em seu trajeto ou como pontos fixos de chegada, favorecendo ou interrompendo este processo natural de sua vida.
À medida que se concebe a avaliação como um compromisso de futuro, o olhar para trás deixa de serexplicativo ou comprobatório, transformando-se em ponto de partida para a ação pedagógica. Projetar a avaliação no futuro dos alunos significa reforçar as setas dos seus caminhos: confiar, apoiar, sugerir e, principalmente, desfiá-los a prosseguir através de provocações significativas.
A autora pontua que a avaliação educacional, ao lidar com a complexidade do ser humano, deve orientar-se,portanto, por valores morais e paradigmas científicos. Os processos avaliativos não podem estar fundamentados, apenas, em princípios, critérios e regras da investigação cientifica e considerações metodológicas. Torna-se necessário, essencialmente, recorrer a princípios de interação e relação social, numa análise ético-política das práticas e metodologias da avaliação. Nesse sentido, deve se destacarque o compromisso de qualquer estudo avaliativo, na concepção ético-politica, é o de sugerir e abrir caminhos à reconstrução de uma escola onde todos os alunos tenham seus direitos respeitados.
Resguardar o sentido ético da avaliação significa percebê-la como questionamento permanente do professor sobre sua ação, sobre o que observa do aluno, sobre o que seria mais justo e correto em termos desua dignidade humana. Ou seja, a avaliação seria em primeiro lugar um instrumento de auto-avaliação do professor, onde este poderia reconhecer seus acertos, e o que poderia ser corrigidos para ações futuras.
Quanto à participação das famílias no processo de aprendizagem dos alunos a autora afirma que as dificuldades de aprendizagem não são de responsabilidade direta das famílias, mas dosprofissionais que atuam nas escolas, bem como a questão das relações interpessoais no ambiente escolar. Promover o diálogo com as famílias não significa compartilhar com elas o compromisso profissional da escola.
Outra questão levantada pela autora é a da educação inclusiva, uma realidade cada vez mais presente em todas as escolas de ensino fundamental de nosso país. Para Hoffmann, inclusão pode...
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