Resenha redes de movimentos sociais

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CURSO DE ANÁLISE DE POLÍTICAS E SISTEMAS DE SAÚDE UPP PROMOÇÃO E EDUCAÇÃO DA SAÚDE II PROFESSORA RESPONSÁVEL: RICARDO BURG CECCIM ACADÊMICO: VALDIR MOREIRA DA SILVA RESENHA Scherer-Warren,Ilse. Das Mobilizações às Redes de Movimentos Sociais. Sociedade e Estado, Brasília, v.21,n1,p.109-130,jan/abr.2006. Scherer-Warren,Ilse. Redes de Movimentos Sociais naAmérica Latina - caminhos para uma política emancipatória?.Caderno CRH,Salvador,v.21,n.54,p.505-517,Set/Dez.2008. 1 Sobre a Autora Ilse Scherer-Waren é doutora em Sociologia, professora titular do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora 1A do CNPq. 2 Resumo das Obras O primeiro artigo é constituído de sete tópicos, e trata da busca deuma compreensão de uma nova configuração da sociedade civil organizada para a seguir explorar a diversidade dos sujeitos, a transversalidade das demandas por direitos, formas de reinvindicar esses direitos e o fortalecimento das redes de movimentos, frente a globalização e a informatização da sociedade como um todo. No primeiro a autora trata dos novos formatos de organização da sociedade civil edos vários níveis de interesses representados, tipificando e descrevendo-os quanto aos seus propósitos. No segundo é descrito a articulação em torno de novas identidades políticas e de valores através das redes que extrapolam os limites locais e regionais, citando a Marcha Mundial das Mulheres e seus propósitos e o Forum Social Mundial como exemplo de forum transacional. No terceiro a autora tratade mostrar a transversalidade entre os vários espaços na luta pelos direitos de cidadania, exemplificando que desta maneira há um alargamento da concepção destes direitos bem como a ampliação da base das mobilizações. Para exemplificar, ela monta uma tabela dos direitos e exemplos da plataforma. O quarto tópico trata do ativismo nas redes de movimento, identificando o surgimento de um tipo deativismo não exercido pela militância autodefinida com revolucionária, mas alicerçada na democracia, na solidariedade e na cooperação, com ações voltadas aos excluídos, discriminados, carentes e dominados onde as ONGs tendem a mesclar as suas formas de atuação (produtora de conhecimento, cidadãs e de caridade). No quinto tópico a autora trata do empoderamento nos movimentos sociais em rede aodiscorrer sobre as estruturas de poder e como elas se constituem através de mediadores, lideranças, agentes estratégicos e organizações mediadoras. Questiona como que as ONGs podem exercer o papel de mediadoras entre os movimentos sociais locais e estimular as instâncias do poder sugerindo como estas devem proceder. O sexto tópico trata das novas formas de governança na organização em rede, relatando decomo preparar os sujeitos para serem atores de uma nova forma de governaça, sugerindo procedimentos no espaço das mobilizações de base local, dos fóruns da sociedade civil e nas parcerias entre sociedade civil, Estado e mercado. Por fim conclui mostrando que que a sociedade civil do novo milênio tende a ser constituida de redes organizacionais, interoragnizacionais e de movimentos e de formação deparcerias entre as esfera públicas privadas e estatais, onde haverá a criação de novos espacos para a participação cidadã,

com o rompimento de fronteiras territoriais, temporais e sociais. O segundo artigo compoem-se de cinco tópicos, e trata das redes de movimentos sociais da América Latina como fornecedoras de pistas para políticas emancipatórias. No primeiro tópico são relacionados algunselementos da trajetória dos movimentos sociais na América Latina, relatando como e quando surgiram os primeiros movimentos reivindicatórios, tipificando-os, contextualizando-os temporalmente, que sujeitos os compunham, como se institucionalizaram e como foram apropriados pelo Estado. O segundo tópico trata das demandas materiais e simbólicas dos movimentos sociais, como se constituem e quais...
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