Resenha filme o nome da rosa

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  • Publicado : 29 de abril de 2011
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Resenha crítica: O filme “O nome da Rosa”
“O nome da Rosa” é um filme que se passa no ano 1327, e enfatiza o cristianismo da época, mostrando todas as suas crenças, cultura, religião, política de vida, respeito ao próximo e conduta moral. Mostra os representantes da Ordem Franciscana e a delegação Papal que se reúnem num mosteiro Beneditino, no norte da Itália, para uma conferência.

Para sepreservarem, os monges da época ficavam totalmente cobertos com roupas inclusive a cabeça e por outro lado, as mulheres, no qual eram consideradas “seres do pecado”, andavam aos trapos junto aos pobres, pois eram taxadas como símbolo de discórdia e tragédia, ou melhor, era a própria imagem do demônio.

Todo e qualquer ato que envolvia prazer, como rir e pensar, e até ter contato com o sexo eraconsiderado como pecado mortal. A fé, o poder da cura, a autoconfiança existiam porque havia alguns homens com coração leal, para seguir os passos de Deus, mas existiam também aqueles que “mascaravam” e usavam a força de sua crença e seu poder para fazer o mal. Muitos deles eram diabólicos e eram obstinados com o pecado, capazes até de provocar a morte de seus companheiros.

Faziam com que seupovo fosse manipulado e tudo era considerado como pecado. Mas a missão deles é subitamente ofuscada por uma série de assassinatos. O monge Franciscano, William de Baskerville, convidado para participar da conferência, auxiliado pelo seu noviço, Adso, começam, então a investigar esses assassinatos. Eles descobrem que a causa das mortes está diretamente relacionada à busca do conhecimento.

Noséculo XIII, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora, não apenas, do poder espiritual, ela influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento daquela época.Os monges viviam em mosteiros, e eram os responsáveis pela proteção espiritual da sociedade e passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a bíblia. Eles, de acordo com os princípios da igreja,deviam manter-se em silêncio e não podiam falar o que pensavam, até que fossem questionados.

Durante a Idade Média, a Igreja Católica, mantinha o que restava de força intelectual, principalmente através da vida monástica. Esses estudiosos viviam numa atmosfera que dava prioridade à fé e tinham a mente mais voltada para a salvação das almas do que para qualquer outro tipo de conhecimento, poiseste era considerado artimanha do demônio.

A Igreja Católica tinha poderes “Éticos, políticos e socioeconômicos” e, a fim de manter esses poderes e privilégios era bastante resistente a mudanças. Sua unidade era garantida pela Santa Inquisição - Tribunal da Igreja Católica instituído no século XIII para perseguir, julgar e punir os acusados de heresia. Eram considerados hereges aqueles queprofessavam doutrina contrária àquela definida pela Igreja como sendo matéria de fé. Os Hereges eram punidos severamente e muitas vezes executados publicamente na fogueira, pois desta forma serviam de exemplo para outros que desejassem ir contra os ensinamentos da igreja.

No filme, a igreja, com o objetivo de manter uma fé cega e obediente, monopolizava os seus dogmas como verdades absolutas,limitando o acesso ao conhecimento, inclusive entre os monges, de modo que ela não pudesse ser questionada.

Com o intuito de evitar a busca pelo conhecimento e possíveis questionamentos que aquele pudesse gerar, a igreja adotava preceitos, tais como: “A dúvida é inimiga da fé.”, “É perigoso raciocinar demais”... Estes e outros preceitos confirmavam a crença, dos monges, em que os livros possuíamsabedorias diferentes das deles e que eles poderiam pôr em risco a confiança plena na palavra de Deus.

O mosteiro Beneditino era possuidor de uma rica biblioteca, porém seu acervo era bastante restrito e protegido por um labirinto construído em seu interior. Nesta biblioteca havia muitos livros que eram “proibidos” e entre eles estava o segundo livro da Poética de Aristóteles, que fala sobre a...
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