Resenha critica - a maquina das crianças

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  • Publicado : 24 de setembro de 2012
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Universidade da Madeira
Seminários Preparatórios para o Acesso ao Mestrado em Ciências da Educação
Área – Inovação Pedagógica
Professor – Carlos Nogueira Fino
Aluna – Giovana Marget Menezes Cardoso
Resenha Crítica
PAPERT, Seymour M. A Máquina das Crianças: Repensando a escola na era da informática. Tradução: Sandra Costa. Prefácio e notas de Paulo Gileno Cysneiros (edição revisada).Porto Alegre, RS: Editora Artmed, 2008.
Dr. Seymour Papert (nascido em 1 de Março de 1928 em Pretória, África do Sul) é um matemático e proeminente fundador e educador do laboratório de inteligência artificial do MIT (Massachusetts Institute of Tecnology). Ele é o teórico mais conhecido sobre o uso de computadores na educação, foi o responsável, no final dos anos sessenta, pelodesenvolvimento da linguagem Logo (em 1968).
Subjacente à linguagem Logo, havia uma concepção de aprendizagem, ensino, escola e educação informalmente conhecida como “Filosofia Logo”. Em meados da década de oitenta, Papert desenvolveu o brinquedo Lego-Logo, um tipo de robótica para crianças. Em parceria com a empresa dinamarquesa Lego, introduziu motores, sensores e engrenagens nos tradicionais blocosde construção, possibilitando o controle de dinamismos através de programas simples escritos em Logo pelo aprendiz.
Papert trabalhou com Piaget por um período integral por quatro anos. Hoje é internacionalmente reconhecido como um dos principais pensadores sobre as formas pelas quais a tecnologia pode modificar a aprendizagem.
Em A Máquina das crianças, o professor Seymour Papert,focaliza a sua produção na seguinte questão: de que modo o relacionamento entre crianças e computador afeta a aprendizagem? Segundo o autor entender esta relação será crucial para a nossa capacidade de direcionar o futuro.
Papert inicia sua produção refletindo sobre a velocidade supersônica em que o mundo está mudando e de como a escola, desde sua invenção no inicio da idade Moderna, séc. XVIII,não tem acompanhado a estas mudanças. Para ilustrar esta reflexão ele usa uma história muito conhecida da maioria dos educadores, mas que se faz muito atual. Conta à estória, que se médicos e professores do século dezenove nos visitassem hoje, teriam reações bem diferentes. Os primeiros não reconheceriam as atuais salas de cirurgia, devido ao avanço da medicina, mas os professores se sentiriam àvontade se entrassem numa sala de aula cem anos depois.
O autor nos propõe a refletir sobre por que a esteira do espantoso progresso da ciência e da tecnologia em nosso passado recente, algumas áreas da atividade humana passaram, por o que ele chama de megamudanças, as telecomunicações, o lazer, o transporte, a medicina. Apenas a Escola é uma área que não mudou, ou seja, por que diante detantas mudanças significativas não vimos mudanças pertinentes no modo de ajudarmos as crianças a aprender?
Papert coloca essa questão a partir de dois pontos de vista a saber, por um lado estão os que ele chama de Schoolers - defensores da instituição escolar na sua estrutura atual, que ficam perplexos com a sua indagação, embora percebam que a Escola tem seus problemas, necessariamente não precisade megamudanças. Por outro lado há os Yeaners (anseiam por mudanças, libertar-se do regime autoritário), que apontam vários obstáculos para que a escola mude sua filosofia educacional. Apesar de tantas manifestações de anseio por algo diferente, por mudanças na educação.
Uma das idéias que permeiam, A Máquina das crianças, é a de que a informática nas suas várias formas, como uma forçapersuasiva muito maior do que até mesmo a filosofia de um pensador radical como Dewey, está oferecendo aos Yeaners novas oportunidades para criar alternativas de mudanças a Escola.
A essência da máquina do conhecimento, contudo seria perdida caso ela fosse concebida apenas como um mecanismo para ensinar as crianças a ler. Do mesmo modo, o propósito de desenvolver modos não-formalizados de aprender...
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