Relativismo

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  • Publicado : 29 de maio de 2011
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Nos séculos IV e V a.C., alguns intelectuais, hoje reunidos sob a designação de sofistas, apresentaram também o seu contraponto à concepção de conhecimento que seformava entre os filósofos gregos.
Nesse período, os cidadãos gregos adotavam diferentes critérios para designar alguém por sofista ou filósofo. No entanto, recebemos porherança cultural a oposição estabelecida entre ambos por Platão. Em seus diálogos, ele mostrou o sofista como homens que apresentavam a sabedoria e os filósofos como osque buscavam sinceramente.
É que diferentemente dos filósofos conhecidos como pré-socráticos, os sofistas desejavam um conhecimento de ordem prática. Seus interesses nãoeram investigar as leis naturais do mundo físico, mais as leis convencionadas pelos homens e instituídas por eles no mundo social.
Nessa perspectiva, a multiplicidadedos valores e costumes humanos ampliava a importância de recorrer á dados de experimentos para a realização de uma boa argumentação, isso também favorecia certorelativismo, por não adotar a concepção de verdade como algo absoluto, considerando as mudanças ocorridas em diferentes contextos á que seria verdadeiro.
Portanto ao contrariodos pensadores gregos que hoje conhecemos como filósofos, os sofistas valorizavam o conhecimento opinativo, mesmo estando sujeito à diversidade e à contradição. Elesatuavam no contexto político de uma democracia direta, em que era fundamental convencer os demais com a sua opinião, por meio de seus discursos.
Um dos representantes maislembrados é Protágoras, que teria sido o autor da celebre afirmação: “O homem é a medida de todas as coisas, das que são enquanto são e das que não são enquanto não são”.
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