Rede urbana brasileira

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  • Publicado : 18 de julho de 2012
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INTRODUÇÃO
O trabalho tem por objetivo analisar a rede urbana brasileira,tais como oseu processo, enfocando as transformações ocorridas no processo de crescimento demográfico, funcional e espacial das cidades brasileiras, de forma a contribuir para a definição de estratégias de apoio à formulação e à execução da política urbana nacional, bem como subsidiar as políticas setoriais eterritoriais.
Nele é mostrado todo processo de formação da rede urbana brasileira, e também como anda o atual processo de formação. Fica explicita as conseqüência que essa formação traga para cada região, além de destacar a região oeste da Bahia, e falar sobre o RIDE.
Nas duas últimas décadas, o processo de urbanização no Brasil se manteve acelerado e apresentou situações de grandediversidade no território nacional, destacando-se:interiorização do fenômeno urbano; acelerada urbanização das áreas de fronteira econômica;crescimento das cidades médias; periferização dos centros urbanos; e formação e consolidação de aglomerações urbanas de caráter metropolitano e não-metropolitano.
Tais manifestações resultam do processo de reestruturação econômica em curso no país, cujosimpactos se fizeram sentir, sobremaneira, na estrutura do emprego urbano e na dinâmica migratória. Assim, a elaboração de um grande quadro de referência, pautado na compreensão da rede urbana brasileira, aqui entendida como armadura da estrutura sócio-espacial contemporânea, constitui importante subsídio à formulação de políticas territoriais de âmbito nacional, regional e municipal.A Rede Urbana Brasileira

A urbanização brasileira: Formação
 
Apenas a partir da década de 40, juntamente com a industrialização e a instalação de rodovias, ferrovias e novos portos, integrando o território e o mercado, é que se estruturou uma rede urbana em escala nacional. Até então, o Brasil era formado por "arquipélagosregionais" polarizados por suas metrópoles e capitais regionais. As atividades econômicas, que impulsionam a urbanização, desenvolviam-se de forma independente e esparsa pelo território. A integração econômica entre São Paulo (região cafeeira), Zona da mata nordestina (cana-de-açúcar, cacau e tabaco), Meio-Norte (algodão, pecuária e extrativismo vegetal) e região Sul (pecuária e policultura) eraextremamente frágil. Com a modernização da economia, primeiro as regiões Sul e Sudeste formaram um mercado único que, depois, incorporou o Nordeste e mais, recentemente, também o Norte e o Centro-Oeste.
Assim, desde a década de 40, havia forte tendência à concentração urbana em escala regional, que deu origem a importantes pólos. Estes encontravam os índices de crescimento urbano e econômicoe detinham o poder político em grandes frações do território. É o caso de Belém, Fortaleza, recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, todas as capitais de estados e, posteriormente, reconhecidas como metrópoles. Essas cidades abrigavam, em 1950, aproximadamente 18% da população do país; em 1970 cerca de 25% e, em 1991, mais de 30%.
A partir dadécada de 40, à medida que a infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo pelo país, o mercado se unificou e a tendência à concentração urbano-industrial ultrapassou a escala regional, atingindo o país como um todo. Assim, os grandes pólos industriais da região Sudeste, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, passaram a atrair um enorme contingente de mão-de-obra das regiõesque não acompanharam seu ritmo de crescimento econômico e se tornaram metrópoles nacionais. Essas duas cidades, por não atenderem às necessidades de investimento em infra-estrutura urbana, tornaram-se centros caóticos.
Após a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, até meados da década de 70, o governo federal concentrou investimentos de infra-estrutura industrial (produção...
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