Queimadas na amazonia

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Queimadas na Amazônia voltarão em julho, alerta pesquisador
Por Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

No início do ano, chuvas ajudam a proteger a mata.Focos de incêndio tendem a reaparecer no período seco.

A trégua que as queimadas estão dando às matas da Amazônia não passará do meio do ano. Devido ao tempo chuvoso, os focos de incêndio praticamente desapareceram, mas tendem a voltarno segundo semestre. “Em julho, literalmente a coisa pega fogo”, explica Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para quem utiliza o mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra em tempo real as queimadas na floresta, a diferença pôde ser vista com facilidade. Até outubro, os satélites que alimentam o mapa chegavam a mostrarmais de 1.500 focos de incêndio em apenas 24 horas. Hoje, é possível que Amazônia toda fique sem uma queimada sequer durante dias.

Mas se depender do histórico dos incêndios na floresta, não é desta vez que as queimadas vão desaparecer. De acordo com dados acumulados pelo Inpe, o pico de incêndios ocorre entre setembro e outubro, enquanto de janeiro a maio praticamente não se registram focos defogo.

Segundo Setzer, a grande maioria das queimadas é provocada por pessoas. “Não estamos falando de queimadas naturais. Por alguma razão alguém foi lá e pôs fogo”. O pesquisador explica que, na época de chuva, além da mata molhada não deixar que as queimadas se espalhem, também não há interesse em atear fogo para “limpar” o terreno. “Para eliminar a vegetação, é necessário usar o fogo quandoestá realmente seco, senão o trabalho fica mal feito”, conta.

Os dados de queimada de 2008 mostram que a variação do número de queimadas é muito grande ao longo do ano. O mês em que mais houve focos de incêndio foi outubro, quando na Amazônia os satélites registraram 23.616 focos de calor. Em fevereiro, o mês mais tranquilo, o número de queimadas foi de 197.

Nuvens e satélites

Assim como ocorrena detecção dos pontos de desmatamento, as nuvens podem atrapalhar a leitura dos focos de incêndio. “O satélite precisa ter uma visada limpa. Se ele não enxerga, não consegue detectar o que tem lá”, explica Setzer. Segundo o pesquisador, contudo, isso não é um problema grave quando se fala de incêndios. “Em geral, quando há nuvens de chuva, é raro ter queimadas.”







Utilização de dadosMODIS para a detecção de queimadas na Amazônia
 
Use of MODIS data for detection of burned areas in Amazonia
 
 
Rodrigo Alexandre Sbravatti PiromalI; Roberto Javier Rivera-LombardiI; Yosio Edemir ShimabukuroI; Antonio Roberto FormaggioI; Thelma KrugII
IInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Caixa Postal 515. CEP 12201-010 - São José dosCampos - SP, Brasil. e-mail: sbravatti@ltid.inpe.br
IIInter-American Institute for Global Change Research - IAI, Caixa Postal 515 – 12227-010 - São José dos Campos - SP, Brasil. e-mail: thelma@dir.iai.int
 
 
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RESUMO
O objetivo do presente artigo foi o de avaliar o produto MOD14 quanto à sua performance para detectar áreas queimadas na Amazônia,mais específicamente no norte do Estado do Mato Grosso, considerando o período entre 21/06/2004 e 07/07/2004, comparando os resultados fornecidos pelo MOD14 e interpretações visuais de áreas queimadas obtidas de imagens TM/Landsat-5. O produto MOD14 detectou 51,58% do total de áreas queimadas, cujo tamanho médio foi de 83,14 ha; os restantes 48,42% não detectados tinham tamanho médio de 38,74 ha.O produto MOD14 superestima a quantidade de áreas queimadas ao classificar solos expostos, florestas e outros tipos de coberturas da terra como pixels "hot spots"; além disso, este produto não detecta áreas queimadas de dimensões pequenas (< 100 ha), proporcionando erros de classificação em grandes áreas de solos expostos.
Palavras-chave: Sensoriamento remoto, Áreas queimadas, Algoritmo...
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