Processos

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As definições com referência ao setor do bem-estar, na realidade, incidem duplamente: tanto no que diz respeito à abertura de novas oportunidades de trabalho para os profissionais do setor, aí incluídos os psicólogos, quanto nas condições mesmas para o exercício profissional. Ou seja, consideradas da perspectiva das definições políticas mais amplas, as queixas quanto às condições materiais e de remuneração, relatadas neste estudo, estarão longe de um equacionamento satisfatório, mantida a baixa prioridade dada pelo governo brasileiro à questão da saúde.
A aludida atração pelo campo da saúde, a partir do relato das entrevistadas, a opção por essa modalidade de atividade aparece precocemente, também é o fato de que as precárias condições do mercado fazem com que o sonho do trabalho autônomo se esfume rapidamente, fazendo com que o psicólogo busque a segurança propiciada pela condição de assalariado. Esta tendência, a da institucionalização, já era apontada no estudo de Mello (1975), e retomada, na análise do campo da saúde, por Silva (1992). Lançando mão de dados coligidos por André Médici, Silva afirma que a força de trabalho no campo da saúde tem apresentado três características básicas, nos últimos anos: um aumento da participação feminina, um rejuvenescimento da categoria e uma redução dos prestadores autônomos de serviço, com consequente incremento da institucionalização (1992, p. 26). De fato, nos dados já referidos quanto à realidade norte-rio-grandense, quase 20% dos profissionais em ação na Psicologia encontram-se vinculados ao serviço público de saúde. Estes dados, na realidade, apenas confirmam a perspectiva apontada por Campos (1983), de que as circunstâncias do mercado empurrariam os profissionais para a classe subalterna, mais do que, propriamente, uma opção (política) de atuação com tal segmento social.
A outra se refere às macrocondições para a ação do psicólogo no setor saúde: tomando como referência o setor público, seja nas Unidades Básicas de

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