Povos barbaros

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A formação dos reinos Bárbaros ou Germânicos

Os romanos denominavam “bárbaros” todos os povos que não pertenciam à civilização greco-romana, ou seja, que não tinham a sua cultura, não falavam o latim e viviam fora de suas fronteiras. Na verdade, usa-se o adjetivo germânico para designar todas as diferentes tribos ou povos (conhecidos como bárbaros) que, dominados ou detidos em seus avanços,pelos romanos, povoaram ou percorreram diversas regiões da Europa na Antiguidade. Vindos da Europa do Norte e Ocidental, de diferentes origens e cultura, receberam nomes, como ostrogodos, visigodos, vândalos, burgúndios, alamanos, jutos, saxões e outros.
Esses povos não construíam Estados organizados, nem mesmo cidades. O crescimento demográfico os condenava á fome, principalmente porque viviamem terras pouco férteis e de clima muito frio. A riqueza e o solo fértil do Império Romano os levaram a invadir essa região.
Ater o século III, os principais contatos e confrontos entre os romanos e esses povos foram realizados, principalmente, com os germânicos. A Germânia era uma região da Europa situada entre os rios Reno, Vístula e Danúbio. Em menor escala, os romanos também enfrentavam ospovos Celtas, da Britânia e da Irlanda, e os Eslavos, da Europa Central, todos do norte da Europa.
Entre os séculos IV e V, outros povos vindos do leste da Ásia (os Hunos) invadiram a Europa, obrigando as tribos germânicas a buscar refúgio dentro do Império Romano. Nômades, os Hunos criavam cavalos e viviam em carroças e tendas. Excelentes cavaleiros e arqueiros, seguiam um chefe em busca do quepudessem pilhar. O mais notável chefe dos hunos foi Átila, tão temido que passou a ser conhecido como “rei dos hunos”.
Ao se estabelecerem no Interior do Império Romano do Ocidente, os povos bárbaros foram aos poucos organizando reinos independentes. Por volta do ano 500, o mapa da Europa Ocidental havia se alterado consideravelmente.
O reino dos Francos, governado pelo inteligente guerreiroClóvis, ampliou ainda mais o seu território na Gália, parte desse território e quase toda a Península Ibérica foram dominadas pelos visigodos, os vândalos reinaram no noroeste da África, a Itália foi dominada pelos ostrogodos. Entre todos esses novos reinos em formação, o único que conseguiu se estruturar, de forma efetiva, foi o Reino Franco.
Cultivavam trigo, cevada, centeio, ervilha e feijão,dedicavam-se à fabricação de cerâmica e à confecção de armas de ferro, muito apreciadas pelos soldados romanos, a família constituía a base da organização social e política, não possuíam códigos de leis, a justiça era privada e baseada nos costumes, o pai era o chefe absoluto e também o juiz, era ele que resolvia todas as questões.
Muitos reinos bárbaros deixaram de existir rapidamente, pois nãoconseguiam se organizar politicamente devidos à falta de um conjunto de leis e normas. O Reino Franco foi uma exceção, porque as tribos que habitavam o seu território foram unificadas e se converteram ao cristianismo.
Após a unificação das tribos francas, Clóvis deu inicio a dinastia Merovíngia (de Meroveu, chefe franco que reinou de 448 a 457). Convertendo-se ao cristianismo, ele conseguiu oimportante apoio da Igreja Católica. A aliança que se estabeleceu entre os soberanos francos e a Igreja representou a síntese dos interesses entre os poderes espiritual e temporal (político). O apoio mútuo possibilitou tanto aos francos quanto á Igreja o expansionismo territorial, por meio das conquistas militares e da conversão dos bárbaros ao cristianismo. Enquanto a Igreja precisava do exércitofranco para submeter os demais povos à sua doutrina, o Estado Franco conseguia, por meio do cristianismo, um poder político maior para sua legitimação.
Carlos Magno (768-814), no seu reinado o Império Franco tornou-se o mais extenso da Europa, reconquistando boa parte dos territórios do antigo Império Romano. Apesar do sucesso expansionista, os francos não chegaram a ter um Estado tão organizado...
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