Politicas partidarias

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Parece ser evidente o crescimento da discussão em torno do capital social na última década, da qual, trouxe a participação comunitária para o centro do interesse dos cientistas sociais. Antecipando-se a percepção de relevância do tema, os teóricos Tocqueville (1977) e Coleman[5](1983) já haviam afirmado que, quanto maior a participação dos indivíduos em associações comunitárias, com a valorizaçãodas normas e regras democráticas, maior seria a contribuição positiva para o funcionamento e consolidação da democracia. Se, nos últimos anos, presenciamos uma desilusão com os rumos da democracia, com o descrédito e a desconfiança tendo imperado fortemente contra o desempenho dos governantes, nada melhor que, através do capital social, se possa pensar estratégias que recuperem a credibilidadedas instituições frente às demandas e exigências dos cidadãos contribuintes. Neste sentido, há uma conclusão geral aceita no meio acadêmico de que a consolidação e solidez da democracia de um país dependem de uma sociedade civil dinâmica e participativa orientada para a valorização das normas democráticas, baseada na ética, na moral e nos costumes. O capital social, frente à crise por que passam asinstituições democráticas, surge como um bem público capaz de gerar um novo contrato social, baseado na cooperação recíproca, solidária e coletiva[6]

O conceito de capital social começou a ser utilizado recentemente na literatura acadêmica. O tema teve um desenvolvimento rápido no interesse de cientistas sociais. Apesar da popularidade da temática, não podemos definir o conceito capital socialcomo se fosse um conceito homogêneo, pois o mesmo envolve um conjunto de valores sociais que promovem tanto a ação individual quanto a ação coletiva. Neste sentido, sua definição é problemática[7]por isso, o entendimento conceitual e teórico do capital social continua a se desenvolver.

Um dos primeiros teóricos a utilizar o termo "capital social" nos círculos acadêmicos foi Lyda Judson Hanifanem 1916. Mais recentemente, vários estudiosos têm contribuído para a popularização do termo, entre eles Jane Jacobs (1961), Bourdieu (1983; 1985; 1986), Coleman (1988, 1990), Putnam (1993, 1995), Narayan e Pritchett (1997), Woolcock (1998), Amartya Sen (2001), Bernardo Kliksberg (2001). Mais próximo de nós, destacam-se os estudos de Pedro Silveira Bandeira (1999), Leonardo M. Monastério (1999;2000; 2002) e Marcello Baquero (2001; 2003), entre outros.

Hanifan conceituou capital social como

(...) esses ativos tangíveis que contam para a maioria das pessoas na vivência diária: denominadas de confiança, companheirismo, simpatia e relações sociais entre os indivíduos e as famílias que integram uma unidade social... A integração entre visinhos favorece para que aja acumulação de capitalsocial, que pode satisfazer imediatamente suas necessidades sociais e que pode ter uma potencialidade suficiente para a melhora substancial das condições de vida em toda a comunidade[8]

Após a conceituação inicial de Hanifan, o termo capital social desapareceu da literatura durante várias décadas, vindo a retornar ao debate no final da década de setenta em diversos campos científicos. Foi osociólogo Pierre Bourdieu quem no ano de 1985, conceituou capital social como "as redes permanentes que pertencem a um grupo que asseguram a seus membros um conjunto de recursos atuais e potenciais". Mais tarde, em 1888, com James Coleman, na sociologia da educação e Robert Putnam (1993; 1996), nas ciências políticas, o conceito capital social passou a ter maior expressão e maior importância. Colemanconcebeu o capital social como "os aspectos da estrutura social que facilitam certas ações comuns dos agentes dentro da estrutura".

Segundo o entendimento de Woolcock, está surgindo na literatura recente, um consenso quanto ao "cerne" da definição de capital social. Este "cerne" consiste na afirmação de que o capital social refere-se as norma e redes que facilitam a ação coletiva[9]O...
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