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SWIFT - CAMPINAS

PESQUISA

TEMA: 4ª

CAMPINAS
MAIO 2011

SWIFT - CAMPINAS

PESQUISA

TEMA: 4ª A vida privada como espetáculo: sedução, sexo, violência e crime (Jogos on-line e os efeitos especiais do cinema)

CURSO PROPAGANDAE MARKETING
ALUNOS DO 5° SEMESTRE;

BRUNA MOGGI / RA: _________________
DEREK RUTKWOSKI / RA: _______________
DANTE CHAGAS / RA: ___________________
HUGO COSTA /RA: _____________________
MURILO FERMINO / RA: __________________

CAMPINAS
MAIO 2011
A vida privada como espetáculo

Para o filósofo francês Guy Debord, vivemos numa "sociedade do espetáculo". A tendência apontada pelo estudo daSecretaria Estadual de Saúde de São Paulo, de que a maioria das adolescentes não gosta do próprio corpo e muitos são capazes de tudo para adquirir outra aparência, pode estar relacionada à descoberta do filósofo francês.
É evidente que Debord não tinha mente o processo de destruição do amor de si nos adolescentes em razão dos paradigmas instituídos pela mídia. Contudo, suas descobertas sobre osreflexos da TV como mediadora da vida pública sinalizam nesta direção. Já disse em outro lugar que a mídia dominou toda a vida pública, e que a própria segurança foi afetada à medida que a polícia se torna uma fonte de espetáculo (http://br.geocities.com/revistacriacao2001/policia.htm).
A mídia, dentre as quais se destaca a TV em razão de seu alcance e poder de sedução, cria um mundo virtual em quetudo e todos têm que se refletir. Neste mundo a reflexão é expulsa da vida privada e pública. Sob o signo da "sociedade do espetáculo" o monopólio das reflexões pertence apenas aos que detém os meios de produção das imagens. Do espectador espera-se apenas que assista e valorize positivamente tudo que vê na TV. Mas a televisão não é só fonte de paradigmas é também a fonte da valorização destesmesmos paradigmas em razão da metalinguagem.
Mas além de consumir paradigmas da TV (que a própria TV se encarrega de reforçar), o espectador também se vê a si próprio toda vez que se olha no espelho. Como o ser humano desenvolveu a habilidade de classificar, distinguir, comparar, julgar e discursar sobre o mundo e sobre si próprio me parece evidente que o espectador pode se tornar vítima de suaprópria imagem discursiva.
Lacan (1901/1981) foi contemporâneo de Debord (1931/1994). Não sei se o fenômeno estudado por Debord interessou Lacan ou se este influenciou aquele. Mesmo assim as relações entre a "sociedade do espetáculo" e a psicologia discursiva me parecem plausíveis.
Sob o signo da "sociedade do espetáculo", além de consumir os paradigmas televisivos reforçados pela TV e se tornarvítima do próprio discurso sobre si que elabora a partir daqueles, o espectador também está sujeito a outros discursos. Vivemos em sociedade e, portanto, partilhamos nossos discursos. E todos nós estamos sujeitos a classificar, distinguir e julgar a si e aos outros em função da valorização dos paradigmas auto-reforçados pela TV. Assim, temos:
a) a divulgação dos paradigmas da TV;
b) reforço dosparadigmas televisivos pela própria TV;
c) elaboração de um discurso sobre si a partir dos paradigmas reforçados pela TV;
d) reforço do paradigma de si mesmo reforçado por outros consumidores de paradigmas televisivos.
Em razão disto tudo posso assegurar que o resultado do estudo da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo não me causou estranhamento. A "sociedade do espetáculo" está se...
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