Pedagogia da autonomia

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  • Publicado : 7 de abril de 2013
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No livro “Pedagogia da autonomia” da coleção leitura, Paulo Freire, grande especialista no que se diz respeito a assuntos relacionados à educação, nos convida a uma reflexão sobre ensino de uma forma sistemática, a julgar pela maneira que o autor nos traz essas reflexões em etapas que são sempre intituladas com a palavra “ensinar”, fazendo com que ao final do livro, tenhamos consciência do queprecisamos para se concretizar tal ação. Freire inicia o primeiro momento do livro com as suas “primeiras palavras” direcionadas ao leitor. A partir disso, ele aborda, nessa conversa inicial, temas relacionados à formação docente e a prática dessa formação e todo contexto que as envolvem.

Assim, inicia o livro já com a seguinte afirmação: “ é nesse sentido que reinsisto em que formar é mais doque puramente treinar o educando no desempenho de destrezas”(p.9), além de afirmar que a formação docente vai além do desenvolvimento da habilidade do docente, Paulo Freire critica categoricamente o sistema educacional neoliberalista chegando ao ponto de falar sobre cinismo e conceituar a ideologia desse sistema como “fatalista”. Isso nos leva a um ponto em que direcionamos nosso olhar sobre alémda fronteira que está posta entre o discurso e a prática, entre o real e o imaginário, que chegam a momentos de utopia em relação ao ensino.

O ponto de vista de Freire é bem claro em todo decorrer do livro: a experiência e a prática em sala de aula, de certa forma, estão distantes do belo discurso dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Onde podemos perceber, mesmo com uma leitura superficial, oque o professor está sujeito a enfrentar: uma luta constante entre “o que fazer” e “como deve ser feito”. Outro ponto destacado em seu discurso, que ele diz não ser imparcial, é a ética e a hipocrisia social em relação às discussões sobre gênero e raça. Remetendo-nos a uma visão de mundo interrelacionada com nossa história.

No primeiro capítulo, o pedagogo já é bem enfático quando diz que“não há docência sem discência”, isso posto pelo autor, é feita uma discussão sobre os sujeitos envolvidos na troca entre ensino-aprendizagem-ensino, ou seja, “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”(p.12). Sempre há um diálogo entre esses dois extremos, que não são tão extremos assim, por ser parte do sistema necessário de educação. Além disso, o autor diz que ensinar exige:rigorosidade metódica, pesquisa, respeito aos saberes do educando, criticidade, estética e ética, corpereificação das palavras pelo exemplo, risco, aceitação do novo e rejeição de qualquer forma de discriminação; e principalmente, destacado como o fator principal à prática docente: a reflexão crítica.

Sobre essa última, exemplificamos com experiências vivenciadas, em contatos primários com oensino em rede publicas ou até privadas, reflexões feitas a partir de momentos em que nos deparamos com “interpretações textuais”, em livros didáticos, que trazem ao aluno o conteúdo quase que mastigado sobre textos que poderiam ser mais bem explorados pelo próprio professor juntamente com a turma, com discussões baseadas nas experiências dos próprios alunos. Por isso, entra em questão até onde vainossa autonomia?. E Sobre isso Paulo Freire discute a “transferência” que é feita ao invés de ocorrer a aprendizagem concreta. E é sobre isso, que o pedagogo discute no segundo capítulo do livro Pedagogia da autonomia: “Ensinar não é transferir conhecimento”.

Nesse capítulo, Freire faz uma discussão baseada na interação entre professor e aluno por meio da transmissão do conhecimento como partedas relações culturais que envolvem o educando. Assim, entra-se em questão a relação entre o “eu” e o “tu”, que sempre estarão envolvidos nesse processo de aquisição de conhecimento. Além disso, “ ensinar exige consciência do inacabado”, ou seja, o ser humano por si só é um ser inacabado, diz Freire, além disso, o autor também relaciona isso à relação de existência, que envolve a cultura, a...
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