Parasitologia

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  • Publicado : 23 de outubro de 2011
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PARASITOLOGIA - RESOLUÇÃO DOS CASOS CLÍNICOS
CASO CLÍNICO I - ASCARIDÍASE
O caso clínico aponta o parasita Ascaris lumbricoides como agente etiológico. São vermes nematódeos – fusiformes sem segmentação e com tubo digestivo completo. A fêmea possui aproximadamente 40 cm., uma região anterior com dois ovários filiformes e enovelados, útero, vagina e uma região posterior com extremidade afilada;já o macho, tem em média 30 cm., possui uma região anterior com boca (vestíbulo bucal) e esôfago, testículo filiforme e uma região posterior com dois epículos; os ovos são grandes (50 Um), com membrana externa mamilonada e internamente duas outras membranas que o conferem mais resistência. A infecção da parasitose (Ascaridíase) ocorre por meio da ingestão dos ovos infectantes em água ou alimentos.Ciclo Biológico: MONOXÊNICO – O ser humano infectado libera, junto às fezes, ovos do parasita, que são ingeridos através da água ou alimentos contaminados. Os ovos férteis tornam-se embrionados em 15 dias dependendo de condições favoráveis de umidade, temperatura e oxigenação. A larva L1 (rabditóide) forma-se dentro do ovo e em uma semana sofre muda para L2 ainda no ovo. Após nova muda setransforma para L3 – forma infectante (filarióide). Após a ingestão, o ovo eclode no intestino delgado e as larvas L3 atravessam a parede intestinal e caem na corrente sanguínea ou linfática. Invadem o fígado após um dia mais ou menos, e em três, chegam ao coração direito. Migram para o pulmão e sofrem muda para L4. Nos alvéolos pulmonares diferenciam-se para L5 (devido aos nutrientes e ótimaoxigenação que lá encontra). Na faringe são deglutidas ou expelidas, chegando ao estômago e no intestino delgado evoluem para forma adulta jovem. Em 60 dias completam a maturidade sexual.
As ações patogênicas principais são: lesões hepáticas e pulmonares (edema, pneumonia, tosse com sangue, falta de ar, febres baixas), nas fases de migração da larva; após chegada no intestino, podem causar, de uma formageral, náuseas, vômitos, diarréia, perda de apetite e peso, dor e proeminência abdominal. A grande maioria dos infectados tem apenas um pequeno número de lombrigas que não causam sintomas.
Não existe diagnóstico clínico, a não ser pela eliminação espontânea de vermes pela boca, narinas e ânus. O diagnóstico laboratorial é feito através de exame parasitológico de fezes por sedimentação espontânea– LUTZ. Algumas medidas profiláticas: higiene, prevenção, saneamento básico e proteção dos alimentos. O tratamento medicamentoso específico utilizado é o mebendazol.
CASO CLÍNICO II - ESQUISTOSSOMOSE
O caso clínico aponta o parasita Schistosoma mansoni como agente etiológico. Os vermes adultos possuem ventosas oral e ventral. A fêmea possui tegumento liso e massa de células vitelogênicas, sendomaior que o macho, com 1,5 cm.; o macho possui tegumento espinhoso e massas testiculares; o ovo apresenta mais ou menos 160 Um, com dupla membrana, espículo lateral e, quando maduros, abrigam um miracídio; a cercaria possui ventosas oral e ventral, corpo revestido por espinhos e glândulas de penetração. A infecção da parasitose (Esquistossomose) se dá a partir da penetração da cercaria na pele emucosas através de água e alimentos contaminados.
Ciclo Biológico: HETEROXÊNICO – Um homem contamina o meio ambiente através de suas fezes com ovos do parasita que, ao alcançarem a água, liberam o miracídio (estimulados pela temperatura ideal – 28°C, luz intensa e boa oxigenação da água) que, ao encontrarem os caramujos do gênero Biomphalaria (hospedeiro intermediário), os invadem, transformando-seem esporocistos, que através de reprodução assexuada dentro do próprio molusco, evolui para cercaria, sendo liberada do caramujo para a água. Ao alcançarem a pele do homem, se fixam com ajuda das ventosas e através de ações líticas (glândulas de penetração) e mecânicas, fazem a penetração, perdendo sua cauda e transformando-se em esquistossômulo. Depois disso, atingem vasos, indo para o...
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