Nunca fomos humanos - nos rastros do sujeito

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Nunca fomos humanos
Nos rastros do sujeito

Créditos
“Modo de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também” é traduzido dos capítulos 1 e 2 (p. 21-53) do livro de Elizabeth Ellsworth, Teaching positions. Difference, pedagogy, and the power of address, publicado pela editora Teachers College Press, Nova York, 1997. © Teachers College Press. Todos os direitos reservados.Publicado sob permissão da editora. “Inventando nossos eus” é traduzido do capítulo 8, “Assembling ourselves”, p. 169-197, do livro de Nikolas Rose, Inventing ourselves. Psychology, Power, and Personhood, publicado pella Cambridge University Press, 1996. © Cambridge University Press. Todos os direitos reservados. Publicado sob permissão da editora. “Corpos sem órgãos: esquizoanálise edesconstrução” é traduzido do capítulo 11, p. 226-240, do livro Mapping the subject. Geographies of cultural transformation, organizado por Steve Pile e Nigel Thrift, publicado pela editora Routledge, 1995. © Taylor & Francis. Publicado sob permissão da empresa detentora dos direitos de reprodução.

Elizabeth Ellsworth Francisco J. Tirado Lucía G. Sánchez Marcus Doel Miquel Domènech Nikolas Rose

Tradução eorganização: Tomaz Tadeu da Silva

Nunca fomos humanos
Nos rastros do sujeito

Belo Horizonte 2001

Copyright © 2001 by Tomaz Tadeu da Silva

CAPA Jairo Alvarenga Fonseca EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Waldênia Alvarenga Santos Ataíde REVISÃO Erick Ramalho

S586n

Silva, Tomaz Tadeu da Nunca fomos humanos – nos rastros do sujeito / organização e tradução de Tomaz Tadeu da Silva --- BeloHorizonte: Autêntica, 2001. 208 p. (Coleção Estudos Culturais, 7) ISBN 85-7526-025-1 1. Cultura. 2. Filosofia. 3. Antropologia I. Título. II Série. CDU 008

2001

Todos os direitos reservados pela Autêntica Editora. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, seja por meios mecânicos, eletrônicos, seja via cópia xerográfica sem a autorização prévia da editora.

Autêntica Editora
RuaJanuária, 437 – Floresta – 31110-060 Belo Horizonte/MG – Telefax: (55 31) 3423-3022 autentica@autenticaeditora.com.br www.autenticaeditora.com.br

Sumário

07 Modos de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também

Elizabeth Ellsworth
77 Corpos sem órgãos: esquizoanálise e desconstrução

Marcus Doel
111 A dobra: psicologia e subjetivação

Miguel Domènech, FranciscoTirado, Lucía Gómez
137 Inventando nossos eus

Nikolas Rose
205 Sobre as autoras e os autores

Modo de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também
Elizabeth Ellsworth

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MODO DE ENDEREÇAMENTO: UMA COISA DE CINEMA

No meu curso de pós-graduação não estudei teoria educacional. Estudei teoria do cinema. Cinema de Hollywood, principalmente. Mas durante o cursotambém trabalhava como professora estagiária e por isso tive que tentar aprender como ensinar. Durante o período em que estive no curso de pós-graduação, eu via, quase todos os dias, filmes tais como Young Mr. Lincoln ou Meet me in St. Louis [Agora seremos felizes]. Eu também lia e tentava compreender Althusser ou Lacan ou Eisenstein ou Kuhn ou Mulvey ou Barthes – gente que escrevia sobre imagens ehistórias e significado e desejo e mudança social. Ao mesmo tempo, eu tentava ensinar a um grupo de discussão, formado por estudantes de graduação, como se podia analisar a forma, o estilo, o gênero e a ideologia do filme que eles tinham
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acabado de ver. Eu ficava fascinada e estimulada pela força social, política e estética dos filmes. Assim que saí do curso de pós-graduação em comunicação fuicontratada por uma escola de educação para lecionar uma disciplina sobre produção de filmes de vídeo e crítica de mídia para educadores.1 Foi uma experiência intercultural. Eu não falava a linguagem da pesquisa educacional. Eu não conhecia as narrativas e os personagens daquele campo. O mais estranho e alienante de tudo era ter que aprender as teorias e as práticas desse novo mundo...
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