Nicolau maquiavel

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  • Publicado : 31 de outubro de 2012
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Incansavelmente discutido desde o século XVI, quando foi publicado, O Príncipe é, incontestavelmente, um clássico da literatura política e uma das mais difundidas concepções daRenascença. O pequeno e profícuo manual de conduta de um soberano encerra questões pragmáticas, tais como o tratamento aos aliados e o cuidado com as finanças. Ambientou-se numa Itáliaonde o poder dos governantes era por vezes ilegítimo e tirânico e o domínio dos príncipes vivia sob constante ameaça. Ilustrado com exemplos detalhistas, o livro é composto de 26capítulos importando a realidade do Estado europeu, a exemplo de Por que os príncipes da Itália perderam seus Estados ou, ainda, Os principados mistos, no qual apresenta as razões quelevaram Luís XII, rei de França, à ruína. Em outro momento, o autor adentra dilemas que virão a ser os excertos mais estudados de todo o livro, originando célebres aforismos. Crueldadeou compaixão? Amor ou medo? Enfim, são defeitos ou virtudes as qualidades imprescindíveis à arte de governar? É aprazível ser adorado, diz ele, mas, em sua impossibilidade, é precisoser temido. A imagem do príncipe não se deve expor a arranhões; tarefa mais grata é governar um povo que sequer cogita se revoltar. É por tanto que surge o rifão “deve-se fazer omal todo de uma vez e o bem aos poucos”. Até mesmo no âmbito da sintaxe, o texto beirou o revolucionário. Adverso da prosa itálica usual, o estilo empregado no guia de governo écaracterizado pela rapidez do raciocínio, a fluência vertiginosa das idéias e a semelhança a um diálogo fecundo com o leitor. O compêndio ofertado a Lourenço de Médici, na pretensão deobter favores, traz uma análise empírica dos negócios públicos e demonstra como o príncipe deve proceder, acima de qualquer coisa, em prol da manutenção de sua autoridade perpétua.
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