Narrativa na historiografia

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA









MARCELO MARQUES FERREIRA


Historiografia.


















UBERLÂNDIA
2012



MARCELO MARQUES FERREIRA





Historiografia.














Trabalho apresentado ao Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade Federal de Uberlândia, como parte dasexigências para a conclusão da disciplina: Historiografia.


Professor: Profa. Dra. Josianne Cerasoli











Uberlândia
2012

Extra, Extra!!! Um passeio explicativo pela questão da narrativa histórica e a narrativa jornalística.

“Escrever é transformar em palavras esse olhar para dentro, estudar o mundo para oqual a pessoa se transporta quando se recolhe em si mesma (...) cercado pelas sombras, constrói um mundo novo com as palavras.” (PAMUK, 2007, p.67)


Uma das grandes questões para nós historiadores vem sendo debatida desde o final dos anos 70, saber lidar com a construção da narrativa e a organização da trama dos fatos se tornou o centro do debate historiográfico. A volta da narrativa notrabalho historiográfico trouxe em certa ideia uma analise que aproxima o historiador com o romancista, gerando dúvida de vários pensadores sobre o oficio do historiador e a fidelidade com suas fontes.

A chamada “volta da narrativa” historiográfica trouxe para o cerne da discussão a questão da metodologia aplicada por cada área. Seria a História uma ficção? Baseada na gama de fontes quepodemos utilizar desde os primeiros escritos dos Annales. Ou podemos alcançar o status de ciência, com uma metodologia que cabe ao historiador poder apresenta-la? Através dessas questões tentamos transpor para a intrínseca relação da construção da trama e a organização dos fatos por duas áreas que lidam com a realidade e a busca pela verdade: o oficio do historiador que tem como principalcaracterística compreender o passado, aproximando ao máximo da verdade e o papel do texto jornalístico que ao mesmo tempo que é objeto e possível fonte de um passado que nas palavras de Eric Hobsbawm “é outro país” (HOBSBAWM ,1998).

A geração dos Annales ficou marcada por uma radical recusa da história-narrativa e pela criação de uma nova forma de história, onde esta recebe o nome por seus autores dehistória-problema. Ou seja, resumindo, esta história-problema deve estar mais preocupada em analisar os processos históricos do que em narrar determinadas séries de acontecimentos. Porém é valido lembrar que a história, mesmo quando dedicada “à analise”, também se desenvolve sob uma forma de narrativa.

A “volta da narrativa” para a produção da história, não assume, com raras exceções, aforma que tradicionalmente assumia no final do século XIX e inicio do século XX, nem sugere que a tradicional historia- problema proposta pelos Annales tenha acabado. O que ocorre desde o inicio do século XX é que essa renovação da produção historiográfica levanta questões sobre a narrativa que ate então estava posta e lado.

O objetivo deste texto será fazer um diálogo com críticos desteretorno com a narrativa e o papel da imprensa na construção de uma “realidade”. Pois essa realidade no campo midiático muita das vezes é construída a partir de interesses da própria imprensa. A trama no texto jornalístico é manipulada para satisfazer um determinado conselho editorial. Com objetivo de ser portadora da verdade, entende se que a narrativa construída pelo jornalista ao difundir umainformação se difere da narrativa do historiador pela seleção de suas fontes e as indagações que cada profissional determina em seu texto. Bem como, podemos pensar a visão de realidade que esses profissionais tentam passar para o leitor. Nas palavras de Perseu Abramo em sua obra Padrões de manipulação da grande imprensa, podemos pensar essa relação construída a partir do texto jornalístico:...
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