Movimentos sociais

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  • Publicado : 20 de junho de 2012
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Movimentos sociais e ambientais lançam Comitê Capixaba em Defesa de um Mundo Sustentável

Movimentos sociais, ambientais, ONG’s, parlamentares e entidades da sociedade civil organizada do Espírito Santo lançaram o Comitê Capixaba em Defesa de um Mundo Sustentável. O Comitê, que tem o objetivo de mobilizar a sociedade civil capixaba e trazer para o debate público as questões das injustiçassociais e ambientais, será o dinamizador local das discussões da Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil global em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20. Ambos serão realizados em junho no Rio de Janeiro. Cláudio Vereza fez coro aos movimentos sociais e ambientaisque vêm se mobilizando e se articulando, afim de, garantir o veto da presidenta Dilma ao novo Código Florestal, aprovado no Congresso Nacional. A audiência foi aberta com apresentação cultural de Jão MC, com o seu o rap da sustentabilidade, que traz letra contundente sobreos principais desafios socioambientais da atualidade. “Quem vai pagar a conta?”, diz a letra ao se referir à exaustão da Terra, sua reação e sinais de esgotamento, com a “mania do consumismo”. É importante pensar que a questão ambiental vai além de uma visão estritamente ecológica. É necessário refletir a questão ambientaltambém do ponto de vista, da economia, da política e da cultura. As soluções para a preservação da vida e da natureza perpassam questões estruturais do capitalismo, seu modo de produção e expropriação das riquezas naturais e dos povos. Oprocesso de desenvolvimento do Estado, da forma como foi conduzido historicamente, provocou um enorme passivo ambiental e inúmeros danos ao patrimônio humano, cultural e social capixaba, principalmente às instalações de megaempresas poluidoras, como a Aracruz Celulose (Fibria), Companhia Siderúrgica de Tubarão (Arcellor Mittal), Companhia Vale do Rio Doce (Vale) e Samarco.A poluição já foi considerada sinônimo de desenvolvimento e progresso, porém, com o decorrer dos anos, o mundo traumatizado com os danos ambientais causados pelo modelo predatório de produção e por perceber que os recursos naturais eram finitos, cunhou o conceito de desenvolvimentosustentável, o qual foi rapidamente subvertido pelos interesses do capital. É preciso maior mobilização da sociedade e que esta traga o estado e as grandes empresas para o debate, pois elas acumulam lucros vultosos anualmente, da ordem de bilhões de dólares,e muito pouco retorna para o estado, que lhes concede incentivos fiscais, e para a sociedade, que fica apenas com o passivo ambiental e social. “Precisamos de um modelo de desenvolvimento com viés social e ambiental. Temos que ter participação nos lucros das empresas, para combater a poluição e a degradação ambiental, investir nainfraestrutura das cidades, na educação e no combate à pobreza”, defendeu Ribeiro. É preocupante também a ocupação desordenada do litoral capixaba, a partir da instalação de portos e de empresas siderúrgicas, como é o caso do...
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