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DISCIPLINA: METODOLOGIA DE PESQUISA
Professora: Odete Bulla

OBJETIVOS DO TEXTO:
1. Investigar como se deu historicamente a formação em Engenharia no Brasil.
2. Discutir os elementos constitutivos de um artigo científico.

OS CURSOS DE ENGENHARIA NO BRASIL E AS TRANSFORMAÇÕES NOS PROCESSOS PRODUTIVOS: DO SÉCULO XIX AOS PRIMÓRDIOS DO SÉCULO XXISara Rios Bambirra SANTOS
Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET-MG
Maria Aparecida da SILVA
Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET-MG

RESUMO: Oartigo investiga as relações entre as transformações nos processos produtivos e o Ensino de Engenharia no Brasil, nos séculos XIX, XX e início do XXI. Supõe-se uma estreita relação entre essas transformações nos processos produtivos e as modificações no Ensino de Engenharia. Consultaram-se fontes primárias nos arquivos das escolas de engenharia, das associações de engenharia e nos arquivospúblicos, bem como fontes secundárias sobre o tema. Exploraram-se os documentos oficiais e não oficiais. Na primeira parte do texto, apresentam-se a história dos cursos de engenharia no Brasil, seus primórdios e durante o século XIX. A segunda parte do texto focaliza as transformações nos cursos de engenharia, no século XX e início do XXI.

PALAVRAS-CHAVE: curso de engenharia; processos produtivos;abordagem histórica

1. O ensino de engenharia no Brasil – seus primórdios e durante o século XIX

O início da história do Ensino de Engenharia no Brasil, de acordo com Bazzo e Pereira (1997), ocorreu de forma sazonal. A referência mais antiga ao Ensino de Engenharia no Brasil foi em 1648-1650, quando o holandês Miguel Timermans foi contratado para ensinar sua arte e ciência (TELLES 1994). Porém,o primeiro ensino formal de engenharia, no país, foi a Academia Real Militar, criada em 4 de dezembro de 1810, pelo príncipe Regente (futuro Rei D. João VI), substituindo a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, instalada em 17 de dezembro de 1792. A Academia
Real Militar foi a primeira escola a funcionar nas Américas e a terceira no mundo, sendo antecedida somente pela Escola dePontes e Calçadas, em 1747 (Instituto Militar de Engenharia, 1999), na França e pela Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho, em Portugal, em 1790 (UNIVERSIA, 2008).
Antes da abertura da Academia Real Militar, havia cursos regulares de Engenharia no Brasil, em formato de aulas isoladas. Em 1699, foi criada a Aula de Fortificação no Rio de Janeiro e, em 1710, a Aula de Fortificação eArtilharia em Salvador (TELLES 1994).
A Academia Real Militar responsabilizava-se pelo ensino das ciências exatas e engenharia em geral. Formava não só “oficiais para as armas”, mas também “engenheiros geógrafos e topógrafos com a finalidade de conduzir estudos e elaborar trabalhos em minas, caminhos, portos, canais, pontes, fontes e calçadas” (Instituto Militar de Engenharia, 1999, p.3). Nestaépoca, de acordo com Kawamura (1981), a formação e o trabalho estavam estritamente ligados à “arte militar”, e a tecnologia interessava apenas enquanto meio de segurança e repressão.
Ao longo dos anos a Academia Real Militar passou por reformas e transformações. De acordo com o Instituto Militar de Engenharia (1999), bem como com Bazzo e Pereira (1997) seu nome mudou quatro vezes: Imperial AcademiaMilitar (1822), Academia Militar da Corte (1832), Escola Militar (1840) e Escola Central (1859).
De acordo com Weiss (1969), no início do século XIX, a base da economia brasileira era a agricultura, com os ciclos de cana-de-açúcar – primeira metade do século XIX – e do café – segunda metade do século XIX. Em 1808, iniciaram-se as atividades industriais, com predomínio das fábricas de algodão....
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