Melanoma

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Melanoma Cutâneo
Epidemiologia
O melanoma cutâneo (mc) é a 5ª neoplasia maligna mais comum em homens e a 6ª em mulheres. A incidência de mc está aumentando dramaticamente em todo o mundo. Atualmente, 1 em cada 63 norte-americanos desenvolverá mc ao longo da vida (em 1935 esse número era de 1:1500). A maior incidência de mc está na Austrália e Nova Zelândia e média de idade do diagnóstico é os57 anos. A relação homens mulheres é de aproximada 1,5:1 e as principais áreas acometidas nos homens são as costas e o tórax e nas mulheres são as pernas e braços. Brancos têm 10x mais chances de desenvolver mc do que negros e asiáticos, exceto para melanoma acral lentiginoso e melanomas não cutâneos. A exposição aumentada à radiação ultravioleta parece ser o principal fator desencadeante daelevada incidência de mc ao redor do mundo nas últimas décadas. Exposição aguda parece se relacionar mais do que a exposição crônica, uma vez que as queimaduras solares são fator de risco importante para o desenvolvimento de mc, ao passo que a exposição contínua à radiação ultravioleta durante a adolescência e a vida adulta parece ter um efeito protetor no risco de melanoma.
Os fatores de risco maisconsistentemente associados ao mc pelos diferentes estudos são: história de pessoal de nevos atípicos, história familiar de melanoma, mais de 75-100 nevos, história pessoal prévia de outro tipo de câncer de pele, imunossupressão, histórico de queimaduras solares, efélides, cabelos claros ou ruivos etc.

Características Clínicas e Diagnóstico Difrencial
O melanoma ou surge espontaneamente apartir de pele aparentemente saudável, ou surge de lesão pré-existente, como a melanose actínica maligna ou de alguns tipos de nevos melanocíticos. O comportamento biológico do tumor se reflete nos diferentes tipos clínicos de melanoma (explicados adiante), mas, em geral, podemos reconhecer duas fases na progressão tumoral: fase de crescimento radial e fase de crescimento vertical. A fase decrescimento radial pode permanecer assim por anos, daí a necessidade de saber reconhecer lesões potencialmente malignas e realizar a exérese da lesão suspeita, uma vez que o prognóstico é estreitamente ligado à espessura do tumor. Quando a massa de células neoplásicas cresce verticalmente e atinge a derme e as estruturas mais profundas da pele, dizemos que o tumor está na fase de crescimento vertical e otumor nessa situação tem um alto grau de probabilidade de gerar metástases e de sofrer disseminação hematogênica. A probabilidade que um melanócito tem de passar de um estado homeostático para um estado neoplásico é influenciado por fatores genéticos diversos, entre os quais se cita as mutações nos genes CDNK2, p14ARF, CDK4 e BRAF, que regulam o ciclo celular, e os fatores de risco ambientais jámencionados.
Para o diagnóstico diferencial, é preciso ter em mente a regra do ABCD. Assimetria, bordas irregulares, cores variadas e diâmetro aumentado. Qualquer mudança nesses aspectos deve ser considerada como lesões suspeitas. Ulceração, dor, prurido, sangramento também são sintomas que ajudam no diagnóstico diferencial de lesões benignas

Tipos Clínico-histopatológicos
Existem quatrodivisões do mc baseados nos aspectos clínicos (incluindo aspecto macroscópico e dermatoscópico da lesão) e nos achados histopatológicos da biópsia: melanoma extensivo superficial (mes), lentigo maligno melanoma (lmm), melanoma nodular (mn) e melanoma acral lentiginoso (mal).

Melanoma extensivo superficial
De todas as 4 formas, essa é a que mais se associa com lesões névicas pré-existentes erepresenta cerca de 70% de todas as formas de melanoma. A época do diagnóstico geralmente é quarta ou quinta década de vida. Essa forma de mc pode se desenvolver em qualquer região do corpo, mas é visto com maior frequência nas áreas fotoexpostas (tronco superior em ambos os sexos e pernas nas mulheres). A história natural do mês consiste no aparecimento de uma lesão que se espalha e regride...
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