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Administração e Mercado de Trabalho
Administração e Mercado de Trabalho

Ivna Maria Araújo Vasconcelos
Irla Mara Araújo Vasconcelos
Administração Noite
Administração Noite
Fatos que influenciam o nosso mercado de trabalho
Fatos que influenciam o nosso mercado de trabalho

Revoltas no mundo árabe refletem no preço do petróleo e Brasil sente impacto da crise
Enquanto a crise nospaíses árabes limitava-se a Tunísia e Egito, as oscilações na economia mundial eram menos intensas, ainda que já significativas. Porém, com os recentes acontecimentos em outros países, em especial na Líbia, o sinal amarelo acendeu com força para as potências ocidentais. A Líbia é o 12º maior produtor de petróleo do planeta, além de exportar grandes quantidades de gás para toda a Europa. Ainstabilidade que pode tirar Muammar Kadafi do poder acaba tendo reflexos inevitáveis sobre uma das principais commodities da economia mundial – o que acaba atingindo também o Brasil, ainda que de forma menos direta do que talvez parecesse a princípio.
Os preços do petróleo sofreram grande alta. Na balança da companhia financeira Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para abrilfecharam a US$ 111,25 por barril. Segundo analistas internacionais, um valor superior de US$ 120,00 é suficiente para caracterizar crise nos preços do petróleo. Na contramão dessa tendência, o índice Bovespa fechou em alta de 0,71%, com as ações da Petrobras em disparada. Um indicativo de que o Brasil pode estar, na esteira do pré-sal, surgindo como uma alternativa econômica importante também nosetor energético.
Brasil sofre impacto
“Nossas relações comerciais com esses países (árabes) não são muito expressivas. Um pouco maiores com o Egito, mas mesmo assim não é um comércio muito significativo, dentro do panorama global da nossa economia”, explica Fábio Martins Faria, vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O impacto direto, segundo ele, élimitado a alguns setores da nossa produção, como as exportações de carne e açúcar. “Essas são áreas onde negócios acabam sendo adiados, onde ocorre alguma paralisação de atividades econômicas”, explica.
O que não impede, é claro, que o Brasil sinta os reflexos da incerteza que toma conta da economia global. “O Brasil é um país cujo crescimento econômico é bastante vinculado ao que aconteceno sistema internacional”, diz Marcelo Suano, diretor do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI). Para ele, uma eventual crise global causada pelos preços do petróleo afetaria o poder de compra das grandes nações, o que teria reflexos inevitáveis em nosso país. “A instabilidade tem reflexos fortes em uma região que é estratégica para grandes economias, além do receio deque a crise cresça e provoque guerra civil em países como a Líbia. Tudo isso reflete aqui (no Brasil), queiramos ou não”.
Luiz Fernando de Paula, professor de Ciências Econômicas da UERJ, diz que o Brasil tem certa autossuficiência em termos energéticos, com estoques elevados e reservas para tempos de oscilação econômica. “Mas a cotação do petróleo é definida internacionalmente. Mesmo que opresidente da Petrobras (José Sergio Gabrielli) tenha garantido que manterá os preços no Brasil, o mercado internacional está nervoso. O aumento no preço do petróleo pode diminuir o poder de compra de outros países e prejudicar a nossa balança comercial”, diz o economista.
Mas Marcelo Suano ressalta que o Brasil tem dado sinais de que pode superar bem eventuais consequências dainstabilidade no mundo árabe, e quem sabe até se beneficiar economicamente. “Se o pré-sal tiver de fato o impacto que dele se espera, pode ser um grande estímulo para investimentos e para o empreendedorismo no Brasil”, afirma o diretor do CEIRI. O desenvolvimento de outros setores produtivos, na opinião de Suano, pode não apenas garantir autossuficiência, como também permitir ao Brasil ocupar brechas no...
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