Macrografia

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“MACROGRAFIA”
Relatório nº 2 desenvolvido para disciplina de Ciências dos Materiais I, aula Prática, do 3º semestre de Engenharia Mecânica sobre Exame macrográfico de um corpo de prova, Ministrado pelo Prof: Marcos César Ruy

Daniel Galzerano Nicolette
R.A.: N004208

Gleison José Colletti
R.A.: N004561

Paulo dos Reis
R.A.: N004693


Piracicaba

2005

ÍNDICE“MACROGRAFIA” 1

1. OBJETIVO

Examinar o aspecto de uma peça ou amostra metálica pelo método de Baumanm.

2. INTRODUÇÃO

2.1. Preparo do Corpo de Prova
A técnica do preparo de um corpo de prova de macrografia abrange as seguintes fases:

a) Escolha e localização a ser estudada;

b) Realização de uma superfície plana e polida no lugar escolhido;

2.1.1. Escolha e localização da secção a serestudada
Aí intervém o critério do operador, que será guiado em sua escolha pela forma da peça, pelos dados que ele quer colher e por outras con­siderações.

Far-se-á de preferência um corte transversal, se o objetivo é verificar:

a) A natureza do material: aço, ferro pudlado;

b) Se a secção é inteiramente homogênea ou não;

c) A forma e intensidade da segregação;

d) A posição, forma edimensões das bolhas;

e) A forma e dimensões das dendritas;

f) A existência de restos do vazio;

g) Se a peça sofreu cementação, a profundidade e regularidade desta;

h) a profundidade da têmpera;

i) Se um tubo é inteiriço, caldeado ou soldado;

j) Certos detalhes de soldas de chapas (secção transversal à solda);

l) No caso de ferramentas de corte, calçadas, a espessura eregu­laridade das camadas caldeadas (secção perpendicular ao gume);

m) A regularidade e a profundidade de partes coquilhadas de ferro fundido, etc.

Um corte longitudinal será preferível quando se quer verificar, por exemplo:

a) Se uma peça é fundida, forjada ou laminada;

b) Se a peça foi estampada ou torneada;

c) A solda de barras;

d) Como se processou um caldeamento de topo;

e)Eventuais defeitos nas proximidades de fraturas;

f) A extensão de tratamentos térmicos superficiais, etc.

O aspecto da secção longitudinal de barras com segregação depen­de da maneira pela qual o corte secciona esse defeito, como mostra o desenho da figura:1



Figura: 1

Assim sendo, não é prudente concluir que uma barra apresenta uma segregação maior do que outra, conhecendo-se apenas suasecção longitudinal. A fig: 2 ilustra um caso desses. Na fig:3 e nas macrografias representadas nas figuras 4 pode­-se notar a diferença de aspecto em porcas cortadas transversal ou longitudinalmente provenientes de barras com segregação central.



Figura: 2



Figura: 3



Figura: 4

Nas peças moldadas, isto é, fundidas diretamente na sua forma definitiva, o corte é guiado apenaspela forma da peça, preferindo-se contudo, aquele que interesse algum ponto vital, ou que seccione transversalmente suas arestas ou cantos vivos para se apre­ciar a forma da estrutura dendrítica nesses pontos ou a eventual existência de peque­nas fissuras, que aí ocorrem com freqüência.

De um modo geral, o exa­me macrográfico de uma peça moldada de aço, visa a dimen­são e disposição da estruturadendrítica, falhas, bolhas, porosidades, e às vezes alguma segregação.

Dos ferros fundidos, só os mesclados e coquilhados apresentam interesse sob o ponto de vista macrográfico; nos primeiros pode-se apreciar as dimensões dos pequenos núcleos de ferro fundido cinzento. Sua quantidade e modo de distribuição; nos segundos, a profundidade da parte coquilhada e a maneira como se processa atransição para o resto do material. A posição do corte nesses casos depende naturalmen­te da peça e do que se deseja verificar.

2.1.2. Realização de uma superfície plana e polida no lugar escolhido

A obtenção da superfície compreende duas etapas:

- A do corte ou do desbaste;

- A do polimento.

1) A do corte é feita com serra ou com cortador de disco abrasi­vo ("cut-off") e localiza a...
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