Lourival fontes e seu estado novo: de todo-poderoso a traidor

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCH
Licenciatura em História - EAD

UNIRIO/CEDERJ
AD1 - PRIMEIRA AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA- 2011.2
DISCIPLINA: HISTÓRIA DO BRASIL IV
Prazo limite para entrega da AD1: 20/08/2011

Nome: Luiz Eduardo Espindola de Souza
Matrícula: 20091609211
Pólo: Duque de Caxias

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Primeira Avaliação à Distância(AD1)
Elaboração de uma Resenha Crítica
Para a Primeira Avaliação à Distância (AD1) de História do Brasil IV você deverá elaborar
uma resenha crítica do seguinte texto:

OLIVEIRA, Lucia Lippi. O intelectual do DIP: Lourival Fontes e o Estado Novo. In: Helena
Bomeny (Org.). Constelação Capanema: intelectuais e políticas. Rio de Janeiro: FGV/EDUSF,
2001, v. , p. 37-58.
Lourival Fontes e seuEstado Novo: De Todo-Poderoso a traidor
Figura importante na base de governo de Getúlio Vargas, atuando na política de propaganda
do Estado Novo, Lourival Fontes tem sua participação destacada no texto de Lucia Lippi Oliveira,
professora titular do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil –
CPDOC, é pós-Doutora em Ciência Política e atua na área de História,Sociologia e Política.
O interesse por Lourival pode ser entendido na “tendência” da autora de escrever contra a
corrente. Como ela mesma disse em um trabalho posterior no ano de 2008:
Posso dizer que eu normalmente produzo contra a corrente.
Gosto de estudar figuras menores, ou mesmo perdedoras; penso
que elas informam mais sobre os cânones do mainstream do que
os vitoriosos, que tendem a atribuirsua vitória à justeza de suas
posições. (OLIVEIRA, 2008)
Inicialmente, em seu texto, a autora busca de forma sucinta demonstrar a versão estabelecida
pelo senso comum historiográfico, sobre a figura de Lourival Fontes, costumeiramente presente
nos livros: a biografia exemplar de um indivíduo simpatizante com o fascismo afastado da direção
do Departamento de Imprensa e Propaganda quando oBrasil fez a opção pelos Aliados. Diz isso,
pautada na presença dessa visão em diversas fontes e exemplifica com a versão de Carlos
Lacerda, para quem Lourival foi o fascista criador do mito Vargas.
Em seguida, tendo como interlocutor Antônio Pedro Tota que estudou o processo de
americanização do Brasil, traz uma questão acerca do diretor do DIP que problematiza a versão
que relaciona a saída deLourival da direção da Departamento com o distanciamento do Eixo e o
apoio aos Aliados pelo governo: como a americanização pelas ondas do rádio, e sua estreita
relação com o DIP, começaram antes da saída de Lourival se ele era rigidamente contrário aos
americanos?
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Após essa introdução o texto segue com mais quatro epígrafes: A Trajetória de Lourival
Fontes e a Construção do Mito Vargas,onde explora alguns momentos do percusso de Lourival
desde sua chegada ao Distrito Federal, passando pelo primeiro contato com Getúlio Vargas até
chegar a direção do DIP, lugar em que atuou na construção do mito Vargas, o “pai do povo”; As
Batalhas Simbólicas: A Busca das “Verdadeiras” Tradições, na qual expõe a questão da disputa
pela constituição da memória e seus embates entre as correntesde pensamento que disputavam as
mentes dos brasileiros nos anos 1930 até a criação, no Estado Novo, de instituições públicas
preocupadas com essa “tradição verdadeira”; A Atuação do DIP, na qual demonstra a característica
centralizadora, a prática de controle e de divulgação desse departamento sobre os meios de
comunicação de massa; e, no último, De Todo-Poderoso a Traidor, busca examinar aatuação
destacada de Lourival desde seu ingresso no DIP até seu ostracismo no segundo governo de
Vargas concomitante as desconfianças de traição ao “chefe do Estado Novo”.
O texto propõe uma visão renovada acerca de Lourival Fontes onde não se trata mais de
alguém que perdeu o cargo por sua posição fascista e incompatível com a associação do Brasil
com os Aliados na II Grande Guerra....
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