Kibon

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65 anos de sabor, histórias e curiosidades do picolé mais amado do Brasil
amadurecedores e no outro de sucção, que propatrimônio também contava com quatro conservadoras, 50 carrinhos de sorvete e um caminhão, com parte da caçamba refrigerada. Apesar das dificuldades iniciais, o Chicabon converteu-se numa das jóias locais da Unilever. Em 2006 foram comercializados 31 milhões e meio de unidades.Durante o ano, ele mantém um excelente desempenho de vendas, figurando entre os três sorvetes mais vendidos da Kibon. “É um produto que nunca pode faltar”, assegura Josué Lima, Sorveteiro há 25 anos, no parque do Ibirapuera, em São Paulo. Mas como é feito o nosso Chicabon de cada dia? Desde 2002, a unidade
Em algum lugar do passado: sorveteiros saindo para mais um dia de trabalho Linha de produçãode Chicabon na fábrica em Jaboatão dos Guararapes (PE)

Rio de Janeiro, 1942. Getúlio Vargas era Presidente da República, Marlene e Emilinha disputavam o título de Rainha do Rádio e Carmen Miranda garantia que não estava americanizada. Enquanto isso, moças e rapazes que passeavam pela Cinelândia – região que concentrava vários cinemas no centro do Rio – provavam uma saborosa novidade: oChicabon. O picolé de chocolate nasceu da fórmula norte-americana já fabricada na China, com outro nome. “A fórmula é igual até hoje: chocolate, açúcar, leite e um segredinho guardado a sete chaves”, garante Sérgio Mozzer, Gerente de Manufatura da Kibon, em Valinhos (SP). São as mesmas matérias-primas, mas se evoluiu para itens mais modernos e saudáveis, sem mudar o conceito do produto. Aperfeiçoou-seaté os palitos, que agora são feitos com madeira de reflorestamento. A U.S. Harkson – que veio a se tornar Sorvex e Kibon – iniciou a fabricação de Chicabon e Eskibon em plena Segunda Guerra Mundial. Embora o Brasil ainda não participasse do conflito, estavam racionados insumos como leite em pó. Outro problema era mão-de-obra qualificada num país predominantemente rural. Sete funcionários trabalhavamnos dois tanques
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Josué Lima, Sorveteiro: “nunca pode faltar Chicabon”

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demoram quatro dias e meio para chegar ao destino”, diz Marcelo Furtado, Gerente de Distribuição da Kibon. Cada veículo transporta 336 mil Chicabon, carregamento que supre uma cidade como Aracaju (SE). “Isso atende São Paulo só por uma semana”, pondera Marcelo.ParaabastecerdeChicabononossopaíscontinental,aKibonpossuidoiscentros de distribuição: um na própria fábrica de Jaboatão (PE) e outro em Taboão da Serra, na grande São Paulo. Além de 33 distribuidores exclusivos. Isso agiliza as entregas dos pedidos, que chegam em até 72 horas a qualquer ponto do território nacional. A grande maioria (90%) chega no dia seguinte. O importante é não faltar o produto nas conservadoras. “O mundo pode acabar, mas não podefaltar Chicabon”, revela Marcelo. Kibon de Jaboatão dos Guararapes (PE) é a responsável por sua fabricação, que possui diversas fases. Resumidamente, inicia com a junção das matérias-primas. Passa pelo processo de homogeneização e pasteurização, para eliminar os microorganismos. A etapa seguinte é a da maturação, que leva de duas a quatro horas, quando o produto é agitado lentamente. O futuroChicabon é colocado nos moldes, embalado e levado à câmara de congelamento a 30ºC negativos. “Após a análise microbiológica, o produto está pronto para ser distribuído”, afirma Sérgio. O próximo desafio é levar o Chicabon de Jaboatão a São Paulo, o maior mercado consumidor do país, sem perder propriedades como cremosidade e sabor. Afinal, são quase três mil quilômetros de estrada entre as duas cidades.“Os picolés seguem em carretas refrigeradas a 25ºC negativos, que
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duziam sorvetes de massa e tijolos. O parco

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A explicação desse encantamento é simples. O consumo de picolés e sorvetes está estritamente ligado a momentos descontraídos e felizes. É, por exemplo, quando os pais saem com os filhos ou namorados passeiam de mãos dadas. “Ninguém toma sorvete quando está triste”,...
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