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Obras Completas de C. G. Jung Volume VIII/2

A NATUREZA DA PSIQUE
Carl Gustav Jung
Tradução de: Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha, OSB

Título do original alemão: Die Dynamik des Unbewussten (8. Band)
© 1971, Walter Verlag, AG, Olten Direitos exclusivos de publicação em língua portuguesa: Editora Vozes Ltda. Rua Frei Luís, 100 25689-900 Petrópolis, RJ, Brasil Internet: http://www.vozes.com.brTodos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. ISBN 85.326.0680-6 Editora Vozes, Petrópolis, 2000

NOTAS:
Os números entre colchetes referem-se à numeração original dosparágrafos e serve como referência para citação bibliográfica.

PARA CITAR:
“A psique é o eixo do mundo”. (JUNG, C. G., VIII/2, § 423)

SUMÁRIO
2-A Função Transcendente * 3-Considerações gerais sobre a teoria dos complexos 4-O Significado da constituição e da herança para a Psicologia 5-Determinantes psicológicas do comportamento humano 6-Instinto e Inconsciente 7-A Estrutura da Alma8-Considerações sobre a natureza do psíquico 9-Aspectos gerais da psicologia do sonho 10-Da Essência dos Sonhos 1945 11-O Fundamento psicológico da crença nos espíritos 12-Espírito e vida 13-O Problema fundamental da Psicologia Moderna 14-Psicologia Analítica e cosmovisão 15-O Real e o supra-real 16-As Etapas da vida humana 17-A Alma e a morte

* O capítulo 1 é o texto sobre a Sincronicidade eintegra outro volume editado pela Vozes, VIII/1.

II – A FUNÇÃO TRANSCENDENTE1
PREFÁCIO
Este ensaio foi escrito em 1916. Recentemente foi descoberto por estudantes do Instituto C. G. Jung de Zurique e impresso, como edição privada, em sua versão original provisória, porem traduzida para o inglês. A fim de preparar o manuscrito para a impressão definitiva, retoquei-o estilisticamente,respeitando-lhe, porém, a ordem principal das ideias e a inevitável limitação de seu horizonte. Depois de vinte e dois anos, o problema nada perdeu de sua atualidade, embora sua apresentação precise de ser complementada ainda em muitos pontos, como bem o pode ver qualquer um que conheça a matéria. Infortunadamente, minha idade avançada não me permite assumir esta considerável tarefa. Portanto, o ensaio poderáficar, com todas as suas imperfeições, como um documento histórico. Pode dar ao leitor alguma ideia dos esforços de compreensão, exigidos elas primeiras tentativas de se chegar a uma visão sintética do processo psíquico no tratamento analítico. Como suas considerações básicas ainda são válidas, pelo menos no momento presente, ele poderá estimular o leitor a uma compreensão mais ampla e maisaprofundada do problema. E este problema se identifica com a questão universal: De que maneira podemos confrontar-nos com o inconsciente? Esta é a questão colocada pela filosofia da Índia, e de modo particular pelo Budismo e pela filosofia Zen. Indiretamente, porém, é a questão fundamental, na prática, de todas as religiões e de todas as filosofias. O inconsciente, com efeito, não é isto ou aquilo, mas odesconhecimento do que nos afeta imediatamente. Ele nos aparece como de natureza psíquica, mas sobre sua verdadeira natureza sabemos tão pouco — ou, em linguagem otimista tanto quanto sabemos sobre a natureza da matéria. Enquanto, porém, a Física tem consciência da natureza modelar de seus enunciados, as filosofias religiosas se exprimem em termos metafísicos, e hipostasiam suas imagens. Quemainda está preso a este último ponto de vista, não pode entender a linguagem da Psicologia: acusá-la de metafísica ou de materialista, ou no mínimo, de agnóstica, quando não até mesmo de gnóstica. Por isso, tenho sido acusado por estes críticos ainda medievais, ora como místico e gnóstico, ora como ateu. Devo apontar este mal-entendido como principal impedimento para uma reta compreensão do...
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