Insulina

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  • Publicado : 3 de outubro de 2012
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INTRODUÇÃO

O pâncreas é uma glândula mista (anfícrina), com função secretora endócrina e exócrina. Sua porção endócrina é formada por um conjunto de células (ilhotas de Langerhans) especializadas na secreção dos hormônios insulina e glucagon.

Neste aglomerado de células, existe uma distinção, tendo o pâncreas uma região de células betas (80%), responsáveis pela produçãode insulina e outra região de células alfas(30%), produtoras de glucagon, lançados na corrente sanguínea.

Esses dois hormônios possuem efeitos antagônicos, ou seja, atividade fisiológica inversa. Enquanto a insulina tem sua atuação voltada para a absorção de glicose pelas células do fígado, músculos esqueléticos e tecido adiposo, diminuindo sua concentração em razãoda retirada de glicose do sangue, o glucagon, com atividade estimulante oposta, fazem aumentar o teor de glicose na corrente sanguínea a partir da quebra do glicogênio (substância de reserva energética).

Desta forma, conforme a necessidade do organismo, o pâncreas é requisitado a secretar insulina ou glucagon, dependendo da atividade metabólica a ser desenvolvida, utilizando energiadas ligações químicas liberadas pelo catabolismo da glicose durante a respiração celular ou processo de fermentação lática.
Fatores genéticos transcricionais, bem como fatores ambientais relacionados ao estilo de vida das pessoas (obesidade, sedentarismo e infecções), provocam distúrbios na síntese desses hormônios, comprometem o organismo causando Diabetes Mellitus tipo I ou tipo II,desregulando a taxa de glicose no sangue.

1. INSULINA

- Síntese e Liberação

Molécula polipeptídica, com 21 aminoácidos, na cadeia α (alfa) e 30 aminoácidos, na cadeia β (beta). Estima-se que os grânulos da célula β representam depósito de, aproximadamente, 10 vezes a quantidade diária necessária de insulina. Os processos de síntese e de armazenamento são regulados de modo independente , com aliberação de insulina, dos grânulos, sendo dependente de cálcio.
A liberação de insulina é regulada, principalmente, pelos níveis sanguíneos de glicose, com seu aumento estimulando a síntese e a secreção do hormônio, com a redução as suprimindo. Acredita-se que a glicose estimule a entrada dos íons cálcio para a célula β (beta), desencadeando, desse modo, um mecanismo de exocitose dependente decálcio, do qual participam os microtúbulos. Na circulação, a insulina tem meia-vida de 5 a 10 minutos, sendo degradada, em sua maior parte, no fígado e nos rins, por ação enzimática. No músculo e na gordura, a insulina parece ser degradada por enzimas proteolíticas.


- Ações

A ação associada à insulina, é sua capacidade de baixar a glicose sanguínea. Embora seja a principal, ela é apenas, umaentre diversas ações da insulina, em relação a seu envolvimento global, na regulação do metabolismo energético.
Destacam-se também ações como a remoção de nutrientes (combustíveis) do plasma para dentro das células e para o fígado dificulta também a liberação de nutrientes do fígado para o plasma; diminuição da concentração plasmática de glicose, ácidos graxos livres, cetoacidos, aminoácidos eetc; os principais tecidos em que atua são fígado, músculo e tecido adiposo.
As ações da insulina no metabolismo humano como um todo incluem:
* Controle da quantidade de certas substâncias que entram nas células, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que são aproximadamente 2/3 das células do organismo);
* Aumento da replicação de DNA e de síntese de proteínas via ocontrole de fornecimento de aminoácidos;
* Modificação da atividade de inúmeras enzimas (controle alostérico)

As ações nas células incluem:
* Aumento da síntese de glicogênio: a insulina induz à armazenagem de glicose nas células do fígado (e dos músculos) na forma de glicogênio; a diminuição dos níveis de insulina ocasiona a conversão do glicogênio de volta a glicose pelas células do...
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