Inside job - resenha

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  • Publicado : 17 de janeiro de 2013
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INSIDE JOB
Resenha
O Filme:
Inside Job é um filme documentário produzido, escrito e dirigido por Charles Ferguson e narrado por Matt Damon, que estreou no final de 2010.
Da mesma forma que a Grande Depressão (crash de 1929) gerou muitos filmes (de dramas a comédias), a crise econômica de 2008 gerou o documentário Inside Job, que tenta expor a verdadeira história da crise global, iniciada nosEstados Unidos da América (EUA) e que se espalhou pelo mundo, provocando perdas estimadas em 20 trilhões de dólares (cifra utilizada para divulgar Inside Job como a película “mais cara do mundo”) e milhões de empregos, além do número de pessoas que perderam suas casas hipotecadas.
Ferguson realizou um interessante trabalho de pesquisa, complementado por entrevistas com importantes figuras dosetor financeiro, inclusive com alguns dos personagens que estiverem no “olho do furacão” (outros, que “poderiam” explicar muitas coisas, recusaram-se a participar do documentário), políticos, jornalistas e professores universitários. Apresentou a transformação por que passou o setor financeiro, numa linguagem acessível ao público não acostumado ao linguajar próprio do setor, e mostrou as relaçõescorrompidas entre governo, políticos, reguladores, academia, bancos e outras instituições financeiras.
O documentário se divide em seis capítulos (uma introdução e cinco “Partes”, ao longo de 1 hora e 48 minutos de filme.
Na introdução, é feito uma descrição sucinta da crise na Islândia, iniciada em 2000, e que já apresenta os principais atores da crise de 2008: governo, reguladores, setorfinanceiro, empresas de auditoria, agências de classificação de risco (agências de rating) e o público, que ficou sem emprego nem dinheiro. Conclui com frases de impacto de diferentes personalidades do mundo financeiro e a reprodução do noticiário que anunciava o início da crise, com a falência do Lehman Brothers , a venda do Merril Lynch e a queda das bolsas no mundo...
Na Parte 1, intitulada “Comochegamos até aqui”, é feito um resumo dos acontecimentos que levaram à crise de 2008, observando que, em quase 50 anos pós Grande Depressão, os EUA viveram o desenvolvimento econômico sem crises financeiras, com o setor financeiro regulamentado (conseqüência da crise de 29).
Na década de 1980, na administração Ronald Reagan, iniciou-se o período de desregulamentações financeiras, com a eliminaçãoda estrutura normativa.
Empresas de poupança e empréstimo (S&L) passaram a fazer investimentos com a poupança de seus depositantes e muitas faliram, ao final de uma década. Os bancos de investimento buscavam clientes, com a oferta de novos produtos.
Observa-se o relacionamento “pernicioso” entre burocratas, acadêmicos (economistas formadores de opinião), lobistas, políticos e representantes dosetor financeiro, em que o indivíduo que ocupa a cadeira de um lado da mesa pouco depois está negociando do outro lado. Funções chaves da burocracia federal e do setor financeiro são ocupadas pelos mesmos nomes, numa “dança de cadeiras”, independentemente de quem esteja na Presidência dos EUA ou se a maioria é de Republicanos ou Democratas.
Nos anos 90, a era Clinton mantém o ritmo dedesregulamentação, culminando com a formação do Citigroup e a derrubada da lei que impedia que os bancos com depósito de clientes pudessem praticar atividades de risco.
Durante este período, as operações com derivativos cresceram levando à Lei Commodity Futures Modernization, que baniu a regulação dos derivativos – podia-se “apostar” em qualquer papel, em qualquer coisa...
Enquanto isto, a economia e osistema financeiro ficavam cada vez mais concentrados, e seu pessoal ganhava cada vez mais, incluindo comissões e bonificações por produção.
Em 2001, George W. Bush assumiu e manteve as pessoas chaves na administração e o ritmo da desregulamentação.
A “bolha da vez” foi as ações das empresas de internet, as “ponto-com”, que provocaram a crise de 2001. Bancos manipularam as cotações, foram...
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