Identificação em Freud

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A identificação é o processo psicológico conhecido pela psicanálise como a mais remota expressão de um laço emocional com outra pessoa, em que o sujeito se apropria de um aspecto do outro e transforma-se inteiramente ou parcialmente, segundo esse aspecto. A identificação esforça-se para moldar o próprio ego de uma pessoa segundo o aspecto daquele que foi tomado como modelo.
Uma característica da identificação é uma presente ambivalência emocional, que pode tornar-se expressão de ternura com tanta facilidade quanto o desejo da retirada de algum em seu caminho. Em certos pontos, comporta-se como derivado da primeira fase da organização da libido, da “fase oral”, em que o objeto pelo qual desejamos é assimilado pela ingestão.
A identificação pode provir de diferentes conexões, como do “Complexo de Édipo”, seus efeitos sobre a estruturação do sujeito são descritos em termos de identificação; os investimentos nos pais são descritos em termos de identificação. Freud mostra que essas identificações formam uma estrutura complexa, na medida em que os pais são, cada um por sua vez objeto de amor e rivalidade, mostrando o quanto essencial à relação de ambivalência e o objeto.
Também, por outro lado, a identificação aparece em situações de repressão, onde os mecanismos do inconsciente são dominantes, a escolha de objeto retroage para a identificação: o ego assume as características do objeto. Nessas identificações, o ego às vezes copia a pessoa que não é amada e, outras, a que é. Nos dois casos a identificação é parcial e extremamente limitada, tomando emprestado apenas um traço isolado da pessoa que é objeto dela.
E existe uma outra possibilidade; não havendo qualquer investimento sexual do outro, o sujeito pode ainda identificar-se com ele na medida em que ambos têm em comum um elemento, podendo ser um desejo de ser amado. Por exemplo, por deslocamento, será em outro ponto que irá produzir a identificação. Freud indica que, em certos casos, a identificação incide não no

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