Caso dora - freud

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IBRAP
INSTITUTO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE E PESQUISA
CURSO DE FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

RESUMO

FREUD – VOLUME VII

Um Caso de Histeria, Três Ensaios sobre a Sexualidade e outros trabalhos.
(1901-1905)


ALUNA: Edna Maria Nunes Costa
TRANSMISSÃO: Fátima Maria Gomes de Oliveira
TURMA 08 /2012
Resumo feito em dupla
Edna Maria Nunes Costa
Silvana Aparecida Campos de Moraes____________________________________________
Edna Maria Nunes Costa

IBRAP
INSTITUTO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE E PESQUISA
CURSO DE FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

RESUMO

FREUD – VOLUME VII

Um Caso de Histeria, Três Ensaios sobre a Sexualidade e outros trabalhos.
(1901-1905)


ALUNA: Edna Maria Nunes Costa
TRANSMISSÃO: Fátima Maria Gomes de OliveiraTURMA 08 /2012
Resumo feito em dupla
Edna Maria Nunes Costa
Silvana Aparecida Campos de Moraes

____________________________________________
Silvana Aparecida Campos de Moraes

Introdução

O primeiro aspecto que Freud comenta na introdução ao quadro clínico é um aspecto técnico. No que o esclarecimento, a decifração, o tratamento das doençasneuróticas depende da decifração dos sonhos? Ele nos introduz a uma equivalência entre os sonhos e os sintomas que, a descoberta de que há pensamentos inconscientes, permitiu-lhe fazer, com importante consequência técnica. Há uma equivalência entre a maneira como são formados os sintomas e a maneira como são formados os sonhos, porque tanto os sonhos quanto os sintomas são do inconsciente.
Numsonho, se pode afirmar uma coisa e também o seu contrário. O sintoma, igualmente, pode sustentar um pensamento, um desejo, um voto, uma avaliação, uma apreciação sobre um determinado ponto e, simultaneamente, o oposto. O que Freud traz aqui é que nenhum esclarecimento sobre a natureza dos sintomas dessa moça, que ele apelidou de Dora, teria sido possível sem o papel central da interpretação dedois sonhos. Foi essa interpretação que permitiu a ele esclarecer o sintoma. Com isso, pode-se ver que há uma relação de equivalência entre a estrutura, o modo de formação, a natureza do sonho e a do sintoma. São processos equivalentes, donde, podemos nos servir de um para esclarecer o sentido do outro.
A chave para a decifração de uma neurose é a interpretação do sonho, chave por excelência,nesse momento, na obra de Freud.

CASO DORA

Conforme Freud (1905), Ida Bauer (Dora) é uma jovem inteligente e perspicaz e tinha dezoito anos quando iniciou sua análise com Freud. Era a filha mais nova do casal, e tinha um irmão, um ano e meio mais velho que ela. Mantinha uma relação de muita admiração e devoção ao pai (Philipp Bauer), principalmente, quando este, que tinha uma saúde muitofrágil, adoecia. Acometido por uma afecção sifilítica antes do casamento, Philipp só enxergava de um olho, desde que ela nascera. Em 1888, o pai de Dora, contraiu tuberculose e optou por residir em Merano, no Tirol, onde conheceu a família K. Grande industrial, ele desfrutava de uma bela situação financeira. Freud em sua obra coloca bem isso: O pai era a pessoa dominante desse círculo, tanto por suainteligência e seus traços de caráter, como pelas circunstâncias de sua vida, que forneceram o suporte sobre o qual se erigiu a história infantil e patológica da paciente. Na época em que aceitei a jovem em tratamento, seu pai já beirava os cinquenta anos e era um homem de atividade e talento bastante incomuns, um grande industrial com situação econômica muito cômoda.
Já, com sua mãe(Katharina Gerber-Bauer), a relação era hostil. Freud relata que não chegou a conhecê-la, mas pelas comunicações do pai e da moça, foi levado a imaginá-la como uma mulher inculta e acima de tudo fútil, que a partir da doença e do consequente distanciamento de seu marido, concentram-se todos os seus interesses nos assuntos domésticos, e assim apresentava o quadro do que se poderia chamar de “psicose da...
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