George simmel

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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Com base no texto de Georg simmel "As grandes cidades e a vida do espírito"tentarei aqui apresentar alguns dos diversos argumentos sobre as relações sociais nas cidades apresentados por este mesmo autor. Entre esses argumentos, o autor destacou as relações de antagonismo na cidade, a vida nervosa e a economia monetária.
Simmel trata neste texto, ao mesno em minha compreensão, da relação entre oindivíduo e a metrópole, da influência da grande cidade moderna na personalidade e na vida mental dos seus habitantes. Também da questão que a economia do dinheiro provoca uma personalidade urbana caracterizada pela reserva, desconfiança, apatia e insolidariedade. Para ele no campo há uma vida psíquica diferente da cidade, no campo predominam os costumes, o ritmo lento, a emotividade e osentimento. Nas cidades há uma mutação constante e um ritmo febril. A cidade exalta a liberdade do indivíduo face aos grupos de pertença.Para Simmel a sociedade parte da interação entre os indivíduos e comporta uma distinção entre forma e conteúdo. Nesta concepção, os indivíduos tendo diversas motivações (paixões, desejos, angustias etc) conteúdos da vida social, interagem a partir delas e se transformamem “uma unidade”, a vida em Simmel aparece como a fonte de energia que alimenta as relações recíprocas dos elementos.
A categoria sociedade para este autor deve ser compreendida como a interação psíquica entre os indivíduos; a definição “social” não abrange apenas as interações duradouras já estabelecidas.A sociedade significa que os indivíduos estão constantemente ligados uns aos outros,influenciando e sendo influenciados, e também algo funcional que os indivíduos fazem e sofrem simultaneamente: A sociação; mesmo que os indivíduos não interajam diretamente. Neste sentido a sociedade forma não uma substancia, algo concreto em si mesmo, mas um acontecer, talvez possamos entender ai a sociedade como um constante “devir”; e este “devir” só ocorre nas cidades para este autor.
Para Simmel, oselementos negativos e duais, antagônicos, conduzem à um papel inteiramente positivo na configuração social, muito embora possam causar estragos em relações particulares; por isso mesmo, para ele, o conflito é também uma forma de sociação, e é destinado a resolver dualismos divergentes, é uma forma de conseguir alguma unidade, ainda que por meio da destruição de uma das partes conflitantes, oconflito surge em função de elementos dissociativos da sociedade, como ódio, inveja, interesses, necessidades etc. Sendo assim o conflito não é patológico e tão pouco é negação da sociedade, mas sim condição de sua estruturação.O conflito se estabelece por meio da inerência da sociedade no individuo da personalidade urbana que para ele é provocada pela economia do dinheiro, e se mantém pela capacidadeque o ser humano tem de se dividir em partes colocando-se em uma relação conflituosa entre as partes do seu “eu” que se sentem como ser social, e oimpulsos não absorvidos por este caráter: “o conflito entre a sociedade e o individuo prossegue no próprio individuo como a luta entre as partes de sua essência”.
Simmel Concedeu ao conflito uma autêntica função social, para ele, a sociedade tem,efetivamente tanta necessidade de sociação como de competição, o conflito vem a ser uma fonte de regulação que perpassa e estrutura grande número de campos e de formas sociais (famílias, partidos, indústrias, igrejas etc). Para ele a vida social é um movimento pelo qual não cessam de se remodelar as relações entre os indivíduos, estas relações são, a imagem da ponte que liga e da porta que separa, umfeixe de tendências contraditórias à coesão e à dispersão. Simmel propõe o conceito de ação recíproca, entendo-a como a influência que cada individuo exerce sobre o outro; esta ação é guiada por um conjunto de motivações diversas (amor, impulsos eróticos, interesses, práticas, fé religiosa, imperativos de sobrevivência ou de agressão, trabalho etc), e é a totalidade, sempre inconstante e...
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