Futebol e generos

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  • Publicado : 7 de dezembro de 2012
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Gênero e Futebol

O tema em questão é muito complexo, entram em pauta as diferenças entre feminino e masculino, como a sociedade enxerga essas diferenças, preconceito, habilidades individuais, machismo e feminismo. Para dar continuidade no tema gênero e futebol, é preciso primeiro definir o conceito de gênero.
“GÊNERO: Trata-se de um conceito utilizado na sociedade para definir as diferençasentre homens e mulheres. Rejeitando o determinismo biológico”
Historicamente a mulher sempre esteve em segundo plano em relação aos homens, em qualquer setor da sociedade. A superioridade masculina foi construída através da cultura das pessoas e das diferentes maneiras de educar filhos homens e mulheres. A Família e a escola são os primeiros responsáveis em construir e reproduzir certos conceitossobre os gêneros.
O gênero feminino no futebol é visto e tratado de uma maneira diferente do masculino tanto na história do futebol, quanto por professores e técnicos de futebol nos dias atuais. Também na literatura e imprensa esportiva sobre o futebol, existe uma ausência de registro histórico do esporte feminino no país. A presença feminina neste esporte dificilmente é registrada por autoresclássicos, praticamente não existem. Quando encontramos são publicações curtas, como notas de rodapé.
Uma menina que queira atuar nesse esporte, precisa quebrar diversas barreiras, a primeira barreira inicia-se no âmbito familiar da menina. “Como é possível que uma menina delicada, nascida para o balé, para as brincadeiras de roda, casinha, bonecas; Querer se misturar com os meninos, indelicados,estabanados, fortões, agressivos, que podem lhe ferir durante a brincadeira?” A imagem de fragilidade e delicadeza acompanha a mulher sempre, isso atrapalha na atuação de um esporte de contato como o futebol, além da idéia formada que todos têm de que existem “coisas de meninos e coisas de meninas.” Portanto quando a menina decide querer algo que é “de menino” é assustador, choca, acaba gerando duvidassobre a opção sexual dessa menina, só porque ela teve um desejo de atuar em um esporte pouco praticado por mulheres e tão mau visto quando as mesmas o pratica. É imensamente preconceituoso tal pensamento, as mulheres que jogam futebol não deixam de ser heterossexuais, não se tornam “menos mulher” pelo fato de jogar futebol.
Em nossa atuação como professores, teremos que romper a barreira daquestão de gênero com as crianças e os jovens, tarefa nada fácil nos dias atuais, grandioso desafio, porque os adultos trazem em sua essência marcas de outro tempo, onde a tarefa da mulher era apenas gerar filhos e cuidar dos afazeres domésticos, as mulheres não tinham direito algum a nada (trabalhar, votar, dirigir, usar calças, praticar atividades físicas), tinha apenas deveres. Hoje em dia muitacoisa mudou, as mulheres têm conquistado vários direitos que antes lhes eram negados cruelmente pelo simples fato de serem do sexo feminino. A participação de mulheres no esporte não era permitida até meados do século XIX, os médicos higienistas eram os grandes influenciadores no cotidiano das famílias e ditavam as regras de como homens e mulheres deveriam se comportar, referente à asseio, banhos,roupas e também atividades físicas. A primeira mulher brasileira a participar de uma olimpíada foi Maria Lenk, uma nadadora paulista de 17 anos, em 1932. Mesmo com a interferência da “moral e dos bons costumes” várias mulheres começaram a praticar modalidades esportivas, transpondo as barreiras sociais e morais, seduzidas pelo desafio que representava; A participação de mulheres foi aumentando esurgiu a necessidade de criar competições de grande porte exclusivo para mulheres. O futebol, porém, era considerado impróprio para mulheres, por ser violento e vigoroso. Nos primeiros anos da década de 80 começaram a surgir vários times femininos no Brasil, e incluídos no calendário esportivo nacional alguns campeonatos femininos. A falta de patrocínio é um dos maiores problemas no futebol...
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