Frank loyd writhg

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Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Arquitectura 3º ano, 2º semestre – 2011/2012 História da Arquitectura e das Artes III Docente: Patrícia Santos Pedrosa Discente: Eliza Schier, nº 20092906

Frampton, Kenneth (1997). Frank Lloyd Wright e a Cidade Evanescente, 1929-63. In História Crítica da Arquitetura Moderna. São Paulo: Martins Fontes, pp. 225-232.

A seguinterecensão centra-se em um capítulo da obra de Kenneth Frampton, História Crítica da Arquitetura Moderna,o livro divide-se em três partes - Evoluções culturais e técnicas predisponentes, 1750-1939; Uma história critica, 1836-1967; Avaliação critica e extensão até o presente, 1925-91. O capítulo escolhido está inserido na segunda parte da obra e incide sobre o arquitecto Norte-Americano Frank LloydWright (1867-1959) e a cidade Evanescente. O tema focado nesse capítulo, centra-se na segunda fase da carreira de Wright, e dá-nos a conheçer a influência que o cenário económico teve na mudança do seu estilo arquitectónico e a sua nova visão para a arquitectura, de fusão entre o lugar onde se vive e a Natureza. Esta fase da carreira do arquitecto começa por tratar da conclusão da última de suascasas de blocos de betão em Oklahoma, de 1929, e com o primeiro dos seus projectos que explorava a capacidade de balanço do betão armado, nos apartamentos em Los Angeles (p. 225). Esses projectos decorreram num cenário de fragilidade económica, com uma queda na produção de carros em série de Henry Ford e com o impacto da depressão. Segundo o autor, esse cenário pode ter tido efeito no trabalho deWright, fazendo com que este despertasse dos seus sonhos de el dorado, e se visse obrigado a intervir na formulação de um novo papel para arquitectura, num contexto de reestruturação (p. 225). Em 1901, Wright reconheceu que a evolução industrial e das máquinas se destinaria a criar uma profunda mudança na natureza da civilização. Assim, procurou adaptar a máquina à criação de uma cultura artesanal dealto nível e aplicá-la à formação do seu estilo de

pradaria (p. 226). Frampton refere (p. 226) que, na década de 1920, por razões económicas, o arquitecto teve de reconhecer os limites dos materiais e das construções tradicionais, sendo forçado a abandonar o seu conhecido estilo de pradaria, combinando o betão armado e o vidro, criando uma nova arquitectura, prismática, em que o vidro doexterior é suportado por uma armação de planos flutuantes, transmitindo uma ilusão de leveza absoluta (p.226). Na década de 1930, o mestre de alvenaria Wright aclamou o vidro como material moderno. Foi numa das suas conferências em Princenton que ele afirmou que "o vidro tem hoje uma visibilidade perfeita, finas láminas de ar cristalizado para manter correntes de ar dentro ou fora. As superfícies devidro também podem ser codificadas para permitir que a visão as atravesse de um modo que pode chegar à perfeição" (p. 226). Wright utilizou uma nova palavra, usonia, com a qual pretendia descrever uma cultura igualitária. Esta palavra remetia a um individualismo de raízes populares mas transmitia também a concretização de uma nova forma de civilização mais dispersa a qual só seria possivel com aevolução maciva de automóveis (p. 226). Os primeiros projectos de Wright, com essa nova visão usoniana, tinham um tom mais urbano do que rural, como as torres de apartamento St. Mark ou o edifício da capital Journal, ambos de 1931. Segundo é descrito por Frampton (p. 227), o periodo usoniano de Wright foi brilhantemente conseguido em duas obras primas: a casa Koufmann na Pensilvánia, conhecida comoa Casa da Cascata, e o edifício para a Johnson Wax Administration. A metáfora orgânica adoptada por Wright no edifício Johnson Wax Administration caracterizava-se por colunas altas e esguias em formato de cogumelo (p. 228). O autor refere (p. 228) que o edifício tinha uma atmosfera de ficção científica e transformou o local de trabalho nostálgico e até discreto, num local moderno. Desta forma...
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