Fontes de energia

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MEB
Desde a descoberta, o Brasil utiliza a lenha como energético. O ciclo da cana de açúcar se desenvolveu todo ele sustentado pela lenha. O caldo de cana era aquecido em tachos de cobre, utilizando lenha.
O ciclo do ouro, que veio em seguida, também foi calcado no uso da lenha. O ouro em pó era derretido em fornos a lenha/carvão vegetal, assistidos com foles, para se obter astemperaturas necessárias.
O ciclo do café, foi o primeiro que trouxe o uso do carvão mineral, não porque a torrefação necessitasse.Mas o dinheiro proporcionado pelo café, aliado a presença de imigrantes que trouxeram uma massa crítica de conhecimento, aliado ao mercado brasileiro que demandava cada vez mais produtos utilizados na Europa, desencadeou os primeiros passos daindustrialização do Brasil, particularmente na cidade de São Paulo. O carvão, além da energia mecânica gerado pela rodas d'água, foi o grande responsável O carvão passou a substituir também a lenha nas locomotivas a vapor. Foi o responsável pelo início da indústria de gás manufaturado do Rio de Janeiro e São Paulo.
Este carvão era importado da Inglaterra principalmente e dos EUA. A produção nacional decarvão começa apenas em 1912.
Esta dependência do carvão importado entra em crise com a primeira guerra mundial entre 1914 e 1918 e continua nos anos que se seguiram devido à reconstrução da Europa. É importante notar que a produção industrial mundial pode ser correlacionada nesta época com o consumo deste energético.
Em paralelo, o desenvolvimento proporcionadopelo café trouxe investidores externos e internos para a geração de energia elétrica. Entre 1901 e 1930 houve um aumento de 15,6% da capacidade instalada
A importação de petróleo e derivados era desprezível até o fim da primeira guerra mundial.
Em 1929, com a quebra da bolsa de New York, nova crise se instalou. No Brasil a repercussão foi imediata, pois a base de sustentação dapolítica "café com leite" era o café. Com a instalação do governo de Getúlio Vargas em 1930 começa uma fase desenvolvimentista que permanece até 1980, conforme Santos (2004).
Esta fase se caracterizou por um governo forte, centralizador, intervencionista, nacionalista e populista. Caracterizou-se como sendo a fase onde o Brasil obteve o maior crescimento em sua economia.Crescimento este calcado na industrialização, na urbanização, na expansão das rodovias, das telecomunicações, da indústria de base.
O Código de Águas criado em 1934 deu o caráter centralizador do governo, dando à União a posse de todo o recurso hídrico nacional. O Código aboliu a Cláusula Ouro dos antigos contratos de concessão de eletricidade. A partir de 1941 passou a vigorar uma novaregulamentação econômica para o setor, através da qual a tarifa máxima passava a ser determinada pelo "custo do serviço". De acordo com ELETROBRAS (2004), o capital seria remunerado em média a 10% ao ano. Porém, estabeleceu-se o princípio do custo histórico do serviço, isto é, os custos deveriam ser calculados em valores nominais passados, sem cláusulas de correção inflacionária ou cambial.
Em1953, devido a uma estação de seca grave, o país foi obrigado a adotar um racionamento de eletricidade.
Com a segunda guerra mundial a rigidez nacionalista em relação ao petróleo foi relaxada, de acordo com Santos (2004). As descobertas na Bahia atraíram o interesse de empresas estrangeiras. Contudo, com o fim da guerra, o petróleo assumiu um papel ainda mais estratégico na economia global. Surgiuuma nova onda nacionalista, que propiciou a criação da Petrobrás em 1954, por Getúlio Vargas, herdando todo os ativos produtivos do CNP, principalmente 232 poços de produção e 361 de exploração. Em menos de dez anos, a Petrobrás instalou uma capacidade de refino equivalente ao consumo de produtos petroleiros do país. O Brasil livrou-se da dependência de produtos derivados e passou a importar óleo...
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