Fim dos empregos

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  • Publicado : 5 de setembro de 2012
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Introdução

Uma das grandes preocupações da maioria dos países, governos e homens está relacionada com o futuro do emprego num mundo globalizado, informatizado e automatizado. As questões do emprego interessam à maioria das pessoas, salvo raras exceções e pessoas afortunadas. Nas duas últimas décadas do século XX, é impressionante como o número de desempregados aumentou em todo o planeta.Países que se orgulhavam de ter índices baixíssimos de desemprego, defrontam-se, hoje com taxas de 5% de desempregados. Em alguns países, esse índice chega a ser de 20% e com tendência de aumentar.

Jeremy Rifkin, em seu livro “Fim dos Empregos”, nos apresenta um prognóstico bastante apreensivo, e, ao mesmo tempo, esperançoso do futuro. O autor alega que o mundo está entrando em um ciclo novo nahistória. Ele prevê um futuro não tão brilhante: a sociedade caminhando para um declínio dos empregos, mas o fim do emprego não quer dizer fim do trabalho. O trabalho continua e há muito trabalho. O que muda são as relações entre o trabalho e emprego. O emprego acaba, mas entramos na era do Empreendorismo.

A nossa definição de emprego é aquela ocupação remunerada de uma função produtiva, que crievalor de uso e de troca, portanto atividade econômica, e que possui uma gama de características específicas que os distinguem uns dos outros.

A visão de emprego que temos é a formal, criada pela Revolução Industrial, onde o Capitalista reunia em um prédio, uma grande quantidade de máquinas, equipamentos, matérias-primas e trabalhadores, organizados dentro de uma técnica, com a finalidade deproduzir riquezas. Esta instituição resultante denominamos empresa.

As empresas se relacionam entre si, com os consumidores e com os fornecedores dos meios de produção, entre eles, os trabalhos. Estes relacionamentos possuem símbolos, normas e valores pré-concebidos que foram desenvolvidos ao correr dos séculos.

Uma das alternativas para solucionar o desemprego apontado por Jeremy Rifkin é aredução para 35 horas semanais da jornada de trabalho.

A situação do trabalho hoje estaria vivenciando um impasse, pois, apesar da elevada quantidade de horas a que os trabalhadores são submetidos em sua jornada normal de trabalho, o crescente desemprego, resultado da utilização de tecnologias poupadoras de força de trabalho, obrigaria estes trabalhadores a ampliarem ainda mais seu tempo de trabalhoatravés do expediente de horas extras, tanto para compensar a pouca utilização de trabalhadores, quanto devido aos salários baixos.

Este capitalismo absurdo atual é que Rifkin busca denunciar, apontando como uma tendência mundial a diminuição da jornada de trabalho, que os capitalistas terão que aceitar pela própria necessidade de manter um mercado consumidor. Devido à superprodução de bens eserviços gerados pela alta tecnologia e automação, o desemprego é muito grande e com isso o declínio do poder aquisitivo. A jornada reduzida de trabalho para 35 horas sem redução de salário facilitaria a vida do trabalhador no qual geraria empregos. A preocupação em manter os lucros dos capitalistas, os custos da redução do tempo de trabalho seriam transferidos para as mãos do Estado.

O governo,em troca da redução da jornada de trabalho das empresas, deveria bancar o pagamento de parte dos salários, pois a diminuição dos custos governamentais com o pagamento de benefícios aos desempregados, de certa forma, compensaria o gasto da parcela dos salários dos empregados. Como um adendo à proposta anterior, também haveria concessão de créditos governamentais às empresas que ampliassem sua forçade trabalho com a contratação de novos trabalhadores. O governo, no entanto, teria a despesa com a concessão de crédito, compensada pela tributação arrecadada sobre estes novos trabalhadores.

Uma segunda alternativa dada por Rifkin é o banco de horas. As empresas poderão acordar com seus empregados por meio do sindicato profissional respectivo que, nos períodos de queda da atividade, a...
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