Filme "o nome da rosa" e o curso de direito

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Faculdade Alfredo Nasser – UNIFAN
Instituto de Ciências Jurídicas – ICJ
Aluna: Andressa Mayara de Araújo Rezende
Turma: DNB1

Trabalho Discente Interdisciplinar relacionado à matéria de Filosofia tendo como tema a obra de Umberto Eco: “O nome da Rosa”.
Ao se referir sobre a obra “O nome da Rosa” é inevitável não citar o contexto histórico no qual a estória de Umberto Eco se situa. Emmeados do século XIV, no momento conhecido historicamente como Baixa Idade Média, uma série de crimes ocorre em um mosteiro tradicional que ao tentar solucionar o mistério acaba se tornando símbolo da mudança de mentalidade pela qual a humanidade passava naquele século. Após décadas sob a égide da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e seus dogmas e pretensões finalmente o povo medievo começava atomar consciência de sua característica de Ser pensante e, portanto, capaz de formular suas próprias verdades a partir do conhecimento adquirido de maneira racional e dedutiva.
Tal momento, na História, é conhecido como Renascimento e é marcado, principalmente, pelo retorno às obras da Antiguidade Clássica como Sócrates, Platão, Aristóteles... o que mostra o desejo do homem renascentista de rompercom os valores escolásticos do “período das trevas” buscando uma concepção de mundo e de indivíduo mais adequada com o mundo urbano –comercial que surgia com a gradativa ascensão da burguesia.
Durante toda a obra se percebe nitidamente um embate entre fé e ciência, pois na época a o cientificismo ainda era visto como algo ruim; proveniente de forças malignas e que só existia para confundir acabeça das pessoas desviando-as do caminho sagrado. É fato que tal pensamento propagado pela Igreja era muito conveniente para a própria já que durante séculos a instituição dita sagrada impôs verdades – dogmas – como o da hierarquização divina afirmando que os indivíduos deveriam se conformar com sua condição material porque tal se fez assim por vontade de Deus ou ainda a aceitação consentida depagamento de impostos e vendas de perdão. Tais verdades impostas só contribuíram cada vez mais para a que a Igreja detivesse poder e controle não só espiritual como terreno tendo o seu poder colocado acima do rei durante a Idade Média.
Diante disso percebe-se que ao condenar a Ciência a Igreja apenas tentava preservar sua incomensurável riqueza adquirida através da apropriação de bens materiais eterras. Para tal processo de imposição de ideias a SICAR buscou suas bases na filosofia da Alta Idade Média – a patrística - tendo como principal representante o teólogo Santo Agostinho que buscou em suas obras mesclar a filosofia platônica com o cristianismo vigente resultando em ideias como de que alma humana é corrompida por essência encontrando-se na fé a remissão dos pecados, o que exaltavaainda mais a importância da Igreja nesta época.

Já durante a Baixa Idade Média – período no qual se passa a estória em questão – a doutrina de Santo Agostinho é substituída pela Filosofia Escolástica que prega a concepção na qual o progresso humano depende não apenas da fé, mas também da capacidade racional do homem que passa a ter o seu livre arbítrio garantido – mesmo que ainda coubesse àIgreja a orientação moral - tentando mostrar que ciência e razão poderiam e deveriam andar juntas assegurando o poder da instituição mais poderosa em plena decadência do mundo medievo.

Os escolásticos como São Tomás de Aquino, se tornam assim os precursores do humanismo, pois devolve ao indivíduo a sua capacidade de raciocinar, analisar e chegar a conclusões através de um conhecimento racional e nãomais de fé ou empírico exemplificando a principal característica do Renascimento: a valorização do homem; antropocentrismo.
O movimento Renascentista abarca não apenas os âmbitos da filosofia ou da ciência e sim se caracteriza como uma nova concepção de mundo; uma nova ideologia sócio - cultural que demonstrou a necessidade da nova Europa de se conformar, no sentido de adaptação, às mudanças...
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